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Idoso alemão que tinha 1.400 quadros em casa não colaborará com restituição

Em Berlim

17/11/2013 07h35Atualizada em 17/11/2013 17h47

O alemão Cornelius Gurlitt, filho de um marchand de arte durante o nazismo, não pensa em restituir "voluntariamente" a seus possíveis proprietários as 1.400 obras encontradas em sua casa de Munique, algumas delas supostamente roubadas pelos nazistas.

"Voluntariamente não vou devolver nada", afirma Gurlitt, de 80 anos, em declarações à revista "Der Spiegel", nas quais assegura que seu pai, Hildebrandt Gurlitt, adquiriu todas essas peças legalmente.

O octogenário explica na entrevista que tanto a Justiça como a opinião pública deram uma versão "literalmente falsa" da origem de sua coleção.

A história dos 1.400 quadros, entre eles obras de Picasso, Otto Dix, Matisse e outros grandes nomes do século 20, foi revelada duas semanas atrás pela revista "Focus".

Esse tesouro artístico, do qual se estima que 590 quadros podem ter sido apreendidos ou comprados em condições vantajosas pelos nazistas de judeus que fugiam do Terceiro Reich, foi confiscado no início de 2012 pelo Ministério Público de Augsburgo.

Gurlitt, a quem a "Der Spiegel" descreve como um idoso que aparentemente não entende o rebuliço criado a seu ao redor, afirma agora ao jornalista da revista que seu único propósito era "viver em casa com minhas obras de arte".

"Poderiam ter esperado que eu estivesse morto", argumenta, em relação à apreensão de todas essas obras de arte de sua casa em Munique, que, segundo ele, "são o que mais amei em minha vida".

As autoridades alemãs divulgaram até agora um lista de 25 peças da coleção na internet, mas espera-se que a próxima semana sejam publicados outros 590 quadros para acelerar sua restituição, se for comprovado que é arte depredada pelos nazistas.

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