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A arte jovem volta a Buenos Aires em grande estilo após 22 anos de ausência

17/11/2013 10h04

Víctor Ventura.

Buenos Aires, 17 nov (EFE).- Depois de 22 anos de ausência, a Bienal de Arte Jovem de Buenos Aires celebra seu retorno para dar uma oportunidade aos jovens artistas argentinos que buscam entrar no mundo artístico pela porta da frente em uma competição na qual participam mais de 700 criadores.

Agora, com o retorno do festival que termina neste domingo, os organizadores pretendem "recuperar o espírito das primeiras bienais realizadas em 1989 e 1991", além de estabelecer o evento como um pilar da arte do país.

A Bienal é coordenada pelo governo portenho e, segundo os organizadores, é um "espaço de experimentação". A intenção é dar vez às novas linguagens e formas de expressão através de quatro categorias: artes cênicas, artes visuais, artes audiovisuais e música.

O programa incluiu 50 mostras de artistas visuais, 33 espetáculos de bandas e solistas, 20 curtas-metragens, três novas webséries e 20 obras de teatro e dança.

O ponto de ligação entre as três edições fica por conta da exposição "Bienais em Diálogo (1989-2013)". Nela o multifacetado fotógrafo argentino Marcos López exibe imagens das convocações anteriores e mostra os primeiros passos de artistas hoje consagrados junto à fotos que ilustram o desenvolvimento das obras em exibição.

O terceiro capítulo da Bienal começou a nascer em junho. Na ocasião 18.500 jovens artistas, com idades entre 18 e 32 anos, apresentaram cerca de 4.700 obras e projetos no concurso, especialmente para as categorias de artes audiovisuais e plásticas.

Os escolhidos no primeiro critério podiam entrar em concorrência para a fase final da Bienal se tivessem seus projetos terminados ou buscar ajudas de até 120 mil pesos (cerca de R$ 46 mil) para sua produção.

"São artistas que têm um esboço de peça de teatro, um roteiro de cinema, um projeto de disco e necessitam de dinheiro para levá-los adiante. Isso já é prêmio suficiente", explicou a organização do festival.

Os jovens criadores contaram ainda com o conselho e a assessoria de artistas já consagrados de todos os campos. Os autores de obras já terminadas competiram para participar de cursos de formação na Argentina e no exterior, como os do Directors Lab de Nova York, seminários e encontros de artistas, como o de Dramaturgos Internacionais em Barcelona.

Os premiados foram escolhidos por um júri composto por reconhecidas figuras argentinas e internacionais de cada uma das artes participantes.

O diretor e ganhador do Oscar Juan José Campanella, o músico e produtor Tweety González, a atriz Maricel Álvarez e a escultora nova-iorquina Tamara Stuby foram alguns dos membros. Além disso, todos os participantes poderão ver seus trabalhos exibidos no circuito de arte de Buenos Aires em 2014.

"As obras serão vistas no teatro, as séries web em canais digitais e serão produzidas mostras de pintura e artes plásticas durante dois meses do próximo ano", explicaram os organizadores.

O programa da Bienal incluiu também apresentações da banda de metal pesado Massacre, de Hip Hop Latino El Kuelgue, dos roqueiros da Miss Bolivia e do som eletrônico da Poncho.

vvr/cdr/ma

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