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Evento celebra "Dia de Los Muertos" com gastronomia mexicana em São Paulo

09/11/2013 18h53

Macarena Soto.

São Paulo, 9 nov (EFE).- A gastronomia mexicana entrou em cena neste sábado na sede do Instituto Cervantes em São Paulo, onde, uma semana depois do Dia de Finados - o "Dia de Los Muertos", no México -, foi erguido um típico altar para homenagear cantores brasileiros e mexicanos que "morreram cantando coisas de amor".

Os tacos, burritos e os totopos, também conhecidos como nachos, foram as principais estrelas da degustação oferecida pelo restaurante La Mexicana, da chef Antonieta Ribeiras, que disse à Agência Efe que os brasileiros "aceitaram muito bem" os sabores de seu país.

"Quando chegamos do México foi complicado porque já havia um estereótipo da comida que era mais 'tex-mex', mas, dissemos não, vamos mostrar a eles que há outro tipo de comida e que é a que realmente comemos no México", contou Antonieta.

Segundo a chef, os clientes da capital paulista "estão cada vez mais exigentes porque estão viajando mais, conhecem mais o México, não só Cancun, e já sabem que pedir".

"Antes tinham certa dificuldade em diferenciar os pratos, mas, agora, vão cheios de recomendações ao restaurante", recordou a chef.

Desta forma, para esta mexicana com oito anos de Brasil é "todo um orgulho" o fato de sua comida ter acompanhado a oferenda desenhada por seu compatriota Felipe Ehrenberg, que tem mais de 50 anos no mundo das artes plásticas.

Em entrevista à Efe, Ehrenberg explicou que sua obra foi construída durante 10 dias com o auxilio de 36 voluntários.

"O que mais gostaram foi saber que estavam construindo uma peça de maneira simultânea com outras 90 milhões de pessoas em diferentes pontos do planeta", assinalou Ehrenberg, que acrescentou que "foi lindo ver o impacto causado nas pessoas no dia da inauguração" - dia 1 de novembro.

Segundo o artista, a ideia de celebrar "aqueles que morreram cantando coisa de amor" foi da embaixadora do México no Brasil, Beatriz Paredes, que sugeriu uma homenagem ao "poetinha" Vinicius de Moraes, que completaria 100 anos no último dia 19 de outubro.

"Decidimos incluir Agustín Lara porque é bem conhecido aqui e, depois, nos demos conta que Luis Gonzaga também completaria 100 anos", acrescentou o mexicano, que fez questão de homenagear Roberto Camporal e que, posteriormente, lembrou que "faltavam as mulheres".

Para atenuar tal "falta", os organizadores do evento optaram por acrescentar "duas grandes da música", como Chavela Vargas e Elis Regina, e assim completaram o sexteto desenhado no altar, que trazia flores, caveiras de açúcar, velas, comida, bebida e um esquelético casal de recém-casados do artista mexicano Leonardo Linares, peça central do altar.

A composição recebeu muitas visitas ao longo desta semana, segundo o diretor do Instituto Cervantes em São Paulo, Pedro Benítez, que ressaltou que 300 pessoas foram acompanhar a inauguração do altar.

"Novembro é um mês importante para o México do ponto de vista cultural com a celebração do dia dos mortos e, neste ano, o consulado decidiu fazer sua oferenda aqui no Instituto", justificou Benítez.

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