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Banksy revela crise de identidade artística em Nova York

12/10/2013 15h18

Nova York, 12 out (EFE).- Bansky, o grafiteiro mais conhecido do século XX, deu para si mesmo uma espécie de "bolsa de estudos" de um mês em Nova York para que a street art volte a fazer parte do seu dia a dia, separada das galerias de arte, e se envolva com as redes sociais, embora com resultados mistos.

Como muita gente anônima, o célebre artista britânico chegou a Nova York disposto a dar uma virada em sua vida, embora seja um giro para essa realidade "underground", com um discurso contra o sistema que o deixou famoso, mas acabou envolvendo-o no próprio sistema, no mercado de arte de leilões exagerados e clientes como Brad Pitt.

O artista, procedente de Bristol mas cuja identidade jamais foi revelada acabou chamando os meios de comunicação e dando uma entrevista ao Village Voice para confessar que "o êxito comercial é um fracasso para um grafiteiro", disse, afirmando que deixará de exibir suas obras em galerias de arte.

Banksy entoa o canto do "pobre grafiteiro rico". Seu fracasso é ter conseguido 163 mil libras esterlinas por uma de suas obras. E quer que se objetivo em Nova York fique claro na internet: "Melhor fora do que dentro", diz.

Sua "estreia" foi acidental: sua primeira obra, em pleno bairro chinês e que tinha o estilo mais que reconhecível de Banksy, foi apagada depois de algumas horas. Não sabiam o legado de seu autor? Ou era o primeiro sinal que Banksy não eram bem-vindo a Nova York? Pouco depois aparecia outro grafitti que dizia "Banksy maior ou igual que Skrillex", uma referência a um produtor musical que também começou no "underground" e passou ao "mainstream".

Ou eles realmente são a mesma pessoa? O debate está aberto no Twitter. Em qualquer caso, após seu grafitti ser apagado, Banksy escreveu sob as vias do frequentado parque High Line "This is my New York Accent", que tem um duplo significado (Este é meu novo acento nova-iorquino ou este é meu novo acento de York" (Inglaterra).

"Meu plano é viver aqui, reagir ante as coisas, ver as vistas e pintar sobre elas", assegurou na entrevista concedida por e-mail. "Algumas serão bastante elaboradas, algumas serão só um rabisco na parede de um banheiro", disse.

Sem dúvida, o trabalho de Banksy segue tendo uma ampla opinião. Ele, que certifica a autenticidade de seus trabalhos publicando as fotos de seus grafitis, suscitou nas redes sociais um movimento para ajudar a localizar a surpresa diária e a esperança de, finalmente, zelar por sua identidade.

Alguns, com menos generosidade, inclusive se dedicaram a se apropriar das obras e cobrar "entrada" para vê-las, como aconteceu no Brooklyn e cujo vídeo no YouTube causou furor.

Porém, suas obras não estão sendo respeitadas. Talvez porque Banksy não pode evitar ter detalhes de artista do mercado, como o número de telefone que põe em cada obra para que o transeunte possa chamar e escutar um "audioguia" que explica sua proposta.

Banksy, já no quinto dia de sua estadia nova-iorquina, tentou diversificar e é assim onde encontrou mais êxito. Subiu sua arte a uma caminhonete, conseguindo arte de rua mas portátil. Mas começaram a circular fotos insinuando que quem se aproximou para supervisionar o estado do veículo era o próprio Banksy. Agora bem: o jardim que levava dentro, com sua ponte, seu arco íris e seu rio, tem sido até o momento uma de suas obras mais louvadas.

O seguinte passo inovador foi não criar uma imagem, mas um vídeo no YouTube, que em cinco dias superou as cinco milhões de visitas. Nele, terroristas islamitas matam Dumbo com um míssil. "Em vez de parecer amador, isto parece um vídeo tentando ser amador e fracassa", diz um dos comentários.

Parece que Banksy em Nova York, enquanto soluciona sua crise de identidade, suscita tanto paixões e como ódio.

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