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Obras primas de Portinari, "Guerra" e "Paz" se despedem do Brasil em BH

09/10/2013 18h24

Marco Antonio Pereira.

Belo Horizonte, 9 out (EFE).- Universais e profundos, magníficos em tamanho e beleza, os painéis "Guerra" e "Paz", que encantam por sua grandiosidade e relevância histórica, podem ser apreciados a partir desta quarta-feira e até o dia 24 de novembro em Belo Horizonte.

Esta é, por enquanto, a última oportunidade para o público ver de perto no Brasil as obras primas do pintor Candido Portinari, tradicionalmente expostas na sede da ONU em Nova York. A exposição na capital mineira apresenta não apenas os dois trabalhos, mas também um conjunto artístico em torno deles: esboços do autor, releituras de outros artistas, documentários, vídeos e conteúdos multimídia.

A mostra "Guerra e Paz, de Portinari" está em cartaz no Cine Theatro Brasil-Vallourec e foi aberta oficialmente na noite de terça-feira com a presença de autoridades, artistas, convidados e jornalistas.

O momento para que o público possa apreciá-la não poderia ser mais oportuno, pois coincide com a reabertura de um espaço símbolo da capital de Minas Gerais, o Cine Theatro, encravado no coração da cidade e agora totalmente revitalizado.

As obras principais ocupam o palco, são o centro das atenções da exposição, que se espalha por outros andares do prédio, e onde passado e presente se misturam em um ambiente de magia, com toques de tecnologia, como os monitores touchscreen nos quais o visitante conhece detalhes da vida de Portinari, vê fotos e assiste a vídeos.

Presentes do governo brasileiro para a sede da ONU, em Nova Iorque, os painéis "Guerra" e "Paz" foram encomendados a Candido Portinari no final de 1952. Contrariando as recomendações médicas, proibido de pintar devido a sintomas de intoxicação pelas tintas, o artista aceitou o convite.

Ele trabalhou com afinco no auditório dos estúdios da TV Tupi, durante 4 anos na produção de 180 estudos, esboços e maquetes para os murais.

Em 5 de janeiro de 1956, Portinari entregava os painéis ao Ministério das Relações Exteriores para doação à ONU.

Agora, após passar por São Paulo e Rio de Janeiro, boa parte daquele monumental e derradeiro trabalho do artista se despede novamente do Brasil. A exposição vai para Paris, onde será exibida no Grand Palais. Depois seguirá para Nova York, em local ainda a ser definido, para finalmente voltar à sua casa: a sede da ONU.

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