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ONG inclui Serra da Moeda de Minas Gerais em lista de monumentos ameaçados

08/10/2013 18h04

Nova York, 8 out (EFE).- O excesso de turistas de Veneza e a guerra civil na Síria estão destruindo seu legado arquitetônico e cultural, alertou nesta terça-feira a organização World Monuments Fund (WMF), que incluiu um local brasileiro na lista de 67 monumentos em 41 países que correm risco de deterioração.

A Serra da Moeda é o único sítio brasileiro a entrar na lista, por causa de ameaças naturais e da intervenção humana no meio ambiente. No Brasil somente o Centro Histórico de Salvador está incluído na lista.

A região da Serra da Moeda, no interior de Minas Gerais, foi descoberta por bandeirantes paulistas em busca de ouro. Ali hoje existem sítios arqueológicos pré-históricos com pinturas rupestres e cerâmicas; grutas e cavernas criadas pela escavação de minério de ferro e ruínas históricas, como o Forte de Brumadinho, a Fábrica de Moedas Falsas de São Caetano e a Fábrica de Ferro Patriótica.

A lista da ONG chama atenção principalmente para o conflito civil que a Síria vive desde o começo de 2011 e que teve efeitos devastadores no patrimônio cultural do país, explicou a presidente da WMF, Bonnie Burnham, acrescentando que isto terá efeitos irreversíveis em seu legado arquitetônico.

O mercado de Aleppo, do século 17, foi devorado pelo fogo em setembro de 2012 e a mesquita da cidade também foi danificada por um incêndio que destruiu sua torre em abril deste ano, no que são apeas dois exemplos de monumentos emblemáticos que foram devastados durante o conflito, assinalou a organização.

Além disso, o relatório da organização ressaltou o impacto que o grande número de turistas tem em Veneza, que aumento 400% nos últimos cinco anos, com 20 mil visitantes por dia na alta temporada, o que deteriorou o estado dos monumentos e a qualidade de vida dos moradores, que caiu pela metade na última década.

Na América Latina estão ameaçados por deterioração, além do Brasil, pontos de Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Guatemala, Guiana, México, Peru e Venezuela.

Na Argentina está em risco de deterioração o Mosteiro de Santa Catalina de Siena (Buenos Aires); no Chile, os elevadores da cidade de Valparaíso e o Palácio da Alhambra (Santiago); no Peru, a Capela de Nossa Senhora Concebida de Kuchuhuasi (Cuzco), a serra de Sechín (Casma, Ancash), Chan Chan (Trujillo, La Libertad) e Gran Pajatén (em San Martín).

Na lista também estão o equatoriano Museu Remigio Crespo Toral (Cuenca), as ruínas guatemaltecas Uaxactun (Petén), a Prefeitura de Georgetown (capital da Guiana), os colombianos camellones antigos do Rio São Jorge e a cidade universitária de Caracas, na Venezuela.

No México foram incluídos o parque Fundidora (em Monterrey) e os Retábulos dos Altos de Chiapas (San Cristóbal de las Casas e Teopisca). Em Portugal os monumentos destacados são o Forte de Gracia (Elvas) e a biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra.

A presidente da WMF destacou que o objetivo de fazer uma lista a cada dois anos é conseguir apoio local e financiamento de organismos governamentais para restaurar lugares que realmente necessitam.

A seleção de monumentos feita por esta instituição abrange todo tipo de locais, desde paisagens culturais e restos arqueológicos até centros históricos e edifícios religiosos.

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