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Poeta irlandês e prêmio Nobel Seamus Heaney morre aos 74 anos

EFE
Poeta irlandês Seamus Heaney, que em 1995 recebeu o prêmio Nobel de Literatura Imagem: EFE

30/08/2013 08h54

O poeta e dramaturgo irlandês Seamus Heaney, ganhador do prêmio Nobel de Literatura em 1995, morreu nesta sexta-feira (30) aos 74 anos em um hospital de Dublin após lutar contra uma doença, anunciou sua família.

Em comunicado, a família pediu "privacidade" e não definiu a doença que custou a vida do poeta.

Heaney, nascido em 3 de abril de 1939 em uma família católica da Irlanda do Norte, havia recebido recentemente o diagnóstico de uma doença grave, segundo a emissora britânica "BBC".

Aclamado como o poeta irlandês mais destacado desde William Butler Yeats (1865-1939), Heaney publicou seu primeiro livro de poemas em 1966 ("Death of a Naturalist") e assinou diversas obras teatrais, como "The Cure at Troy" (1990) e "The Burial at Thebes" (2004).

Após estudar literatura inglesa na Queen's University de Belfast - onde também era professor - publicou seus primeiros poemas sob o pseudônimo de "Incertus" enquanto frequentava os círculos literários de Belfast, onde fundou uma sociedade de jovens poetas locais.

Seus primeiros trabalhos o classificaram como nacionalista irlandês frente ao domínio britânico na Irlanda do Norte, por isso se mudou em 1972 à República da Irlanda e abriu sua poesia, centrada a princípio no ambiente rural, para temas mais universais.

Mergulhado no simbolismo, no misterioso e no ambíguo, em 1975 Seamus Heaney voltou a lecionar, dando conferências por todo o mundo, chegando a dar aulas nas universidades norte-americanas de Berkeley (San Francisco) e de Harvard (Nova York).

Na década de 1980, continuou dando aulas na cadeira de Poesia da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

O livro "North" (1975), de grande peso na poesia universal, é considerado sua obra prima, criticando o derrotismo dos católicos irlandeses na Irlanda do Norte.

Em 5 de outubro de 1995, a Academia Sueca lhe deu o Prêmio Nobel de Literatura que reconhecia "uma obra literária de beleza lírica e profundidade ética, que exalta os milagres de cada dia e o passado vivido".

Em 2011, Heaney doou seus documentos literários à Biblioteca Nacional da Irlanda, uma coleção que incluía manuscritos, uma grande quantidade de folhas soltas, textos datilografados, minutas e notas, entre outros.

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