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Equipe encontra vestígios de povoações humanas de 9 mil anos em Londres

08/08/2013 10h55

Londres, 8 ago (EFE).- Uma escavação arqueológica descobriu vestígios que provam a existência de povoados humanos na margem sul do rio Tâmisa, em Londres, há 9 mil anos, informou nesta quinta-feira o projeto de infraestruturas Crossrail.

A descoberta, uma "fábrica de ferramentas" do período Mesolítico que inclui 150 peças de sílex, aconteceu em North Woolwich (sudeste da capital britânica) durante as escavações do projeto de trem de alta velocidade Crossrail, atualmente o maior plano de infraestrutura em execução na Europa, com um orçamento de cerca de 18 bilhões de euros (R$ 55,2 bilhões).

Os arqueólogos acreditam que os londrinos pré-históricos utilizavam o lugar do descobrimento para provar, dividir e preparar os materiais que posteriormente serviriam para elaborar as ferramentas.

"Essa é uma descoberta única que prova que seres humanos voltaram à Inglaterra, sobretudo ao vale do Tâmisa, após uma longa ausência durante a Idade de Gelo", explicou o diretor da escavação, Jay Carver.

O projeto arqueológico vai desvendando pouco a pouco diferentes tesouros que permaneciam ocultos sob o solo de Londres, como uma moeda de ouro do século XVI utilizada provavelmente como pingente e similar às usadas pela realeza e pela aristocracia.

Essa peça foi encontrada na zona de Liverpool Street (leste da capital), um cenário que há séculos constituía uma das zonas mais humildes de Londres, no limite entre o distrito financeiro e o East End.

Na mesma área, onde hoje fica uma grande estação de metrô e trem, a equipe da Crossrail se concentra em um cemitério do século XVII que pode abrigar 3 mil corpos, "uma amostra real da sociedade londrina ao longo de dois séculos", afirmou Carver em declarações publicadas pelo jornal britânico "The Guardian".

Entre as pessoas enterradas no local, estão pacientes do hospital psiquiátrico Bedlam cujos corpos nunca foram reivindicados por suas famílias, além de várias pessoas mortas durante guerras e pragas.

As descobertas não param por aí: também foram encontrados restos de uma estrada da Roma antiga em bom estado, em cujos alicerces se encontrou, para a curiosidade dos arqueólogos, um osso humano.

"Esse lugar, hoje no coração de Liverpool Street, mantém um rico depósito de arqueologia que permite dar atenção à história de Londres dos últimos 2 mil anos", afirmou Carver.

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