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Mesmo ausente, Ai Weiwei é destaque na Bienal de Arte de Veneza

De Veneza (Itália)

30/05/2013 15h49Atualizada em 30/05/2013 16h52

Apesar de não ter comparecido à 55ª edição da Bienal de Arte de Veneza, o artista chinês Ai Weiwei é um dos grandes destaques da mostra com três de suas obras, entre elas a dedicada aos 81 dias que passou na prisão em seu país e que é a que mais chama a atenção do público.

A pequena e pouco conhecida Igreja de Sant'Antonin, que fica no bairro de Castello - área pouco turística de Veneza -, tornou-se um dos lugares mais visitados nos últimos dias graças à exposição de "S.A . C.R.E.D.' (Acrônimo cujo significado, em tradução livre, é: Super, Acusadores, Limpeza, Ritual, Entropia, Dúvida)", nome da mostra de Ai Weiwei sobre seu confinamento em um lugar secreto no qual o governo chinês o manteve durante 81 dias.

Diante da impossibilidade de o artista comparecer, ele foi representado por sua mãe, Gao Ying, na inauguração do espaço na igreja.

Diante do altar maior, Ai Weiwei colocou seis paralelepípedos de chumbo com uma pequena abertura lateral e outra na parte de cima, através das quais se pode observar encenações das situações vividas pelo artista enquanto preso, com a utilização de pequenos bonecos de resina também feitos por ele.

Em cada um destes "claustrofóbicos e angustiantes" espaços, o artista chinês recriou, de forma minuciosa, cada detalhe do quarto no qual ficou recluso - a sujeira, os produtos para limpar o banheiro, o vaso sanitário e até a esteira em que dormia.

Além disso, ele conta através de sua arte seis diferentes situações: o banho; o interrogatório; o jantar; a hora de dormir e o momento de ir ao banheiro. Ai Weiwei era vigiado, durante todo o tempo, por dois soldados do exército chinês, que não tiram os olhos de cada movimento feito pelo prisioneiro.

Em outro espaço, o artista apresenta "Straight", uma grande instalação montada com as barras de ferro dos colégios que desabaram no terremoto de Sichuan, em 2008.

A mostra "Straight" já havia sido exposta no "Hirshhorn Museum" em Washington, em 2012, mas em escala menor do que a montada no Espaço Zuecca, na ilha da Giudecca, em Veneza.

O artista e dissidente chinês também participa, como convidado, do Pavilhão dedicado à Alemanha, onde se pode ver uma exposição de suas já famosas cadeiras.

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