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Diretor de "Operação Skyfall" leva "A Fantástica Fábrica de Chocolate" para o teatro

EFE
Imagem promocional da peça "A Fantástica Fábrica de Chocolate", dirigida por Sam Mendes Imagem: EFE

Paula Díaz

18/05/2013 06h28

O diretor britânico Sam Mendes voltou aos palcos do West End de Londres nesta semana após o sucesso de seu filme "007 - Operação Skyfall" com a primeira adaptação teatral do romance "A Fantástica Fábrica de Chocolate".

O musical sobre a história que o escritor galês Roald Dahl (1916-1990) publicou em 1964 teve sua pré-estreia ontem, sexta-feira, no teatro Royal Drury Lane da capital britânica, mas a estreia oficial está prevista apenas para o dia 25 de junho.

Não é a primeira produção deste tipo que dirige o cineasta inglês, de 47 anos, que antes de estrear na grande tela com "Beleza Americana" (1999) já possuía uma larga carreira nos palcos graças a espetáculos como "Cabaret" (1994), seguido depois por outros como "Ricardo III" (2011).

Após receber os elogios de público e da crítica por "Skyfall", Mendes desistiu em março de dirigir a próxima aventura de James Bond e anunciou sua volta aos palcos durante "o próximo ano e além".

O ex-marido da atriz Kate Winslet define o teatro como seu "lar" e lhe atribui "uma magia particular" que permite "contar histórias da forma mais pura", neste caso, a do pobre menino Charlie Bucket e do misterioso e extravagante Willy Wonka.

Cinco bilhetes dourados escondidos em barras de chocolate mudam para sempre a vida daqueles que os encontrarem com uma visita à imensa fábrica comandada por Wonka e pelos diminutos Oompa-Loompas.

Uma dessas crianças é Charlie, que vive nas imediações da fábrica maravilhado pelas histórias que dela lhe conta um de seus quatro avôs, que moram com ele e seus pais em uma casa de apenas um quarto.

A meta marcada por Mendes com sua adaptação de "A Fantástica Fábrica de Chocolate" é que o público, "que sente que conhece a história", se esqueça que o pequeno protagonista ganha o bilhete dourado que lhe abre as portas de outro mundo muito menos cinza que o seu.

Fascinado pelo universo de Roald Dahl desde que tinha nove anos, o diretor enfrenta esta grande produção acompanhado do dramaturgo escocês David Gray ("Dunsinane", 2010) e do designer de vestiário Mark Thompson ("Mamma Mia!", 2004).

Sobre eles recairá a tarefa de adaptar a história para o palco do Royal Drury Lane e de desenhar as roupas que definem os diversos e pitorescos personagens de uma das obras mais famosas do escritor galês.

Autor de outros sucessos como "Matilda" (1988), a fascinação exercida pelas histórias de Dahl não é só uma coisa de crianças, já que seus escritos são recordados com carinho por muitos adultos devido à existência de "algo sinistro" em seu mundo, segundo Mendes.

Ao contrário de outras obras, em "A Fantástica Fábrica de Chocolate" não há um mau "óbvio", afirma o cineasta britânico, que descreve Willy Wonka como "um mau que não o parece porque também é bom".

Mendes é um confesso admirador da figura "mítica" de Wonka, a quem atribui o mérito de ser "um dos grandes personagens da literatura ocidental: em parte gênio louco, em parte Salvador Dalí, em parte um homem comum e em parte Charlie Chaplin".

O ator inglês Douglas Hodge, de 53 anos, é o encarregado de carregar a icônica cartola de Wonka e de guiar através das fascinantes e surrealistas salas de sua fábrica os cinco meninos e seus nem sempre exemplares pais.

Hodge seguirá os passos do ator americano Johnny Depp, que encarnou Willy Wonka na segunda adaptação cinematográfica do livro dirigida pelo cineasta americano Tim Burton em 2005.

Em sua volta ao teatro, Mendes promete ao público emoção, diversão e assombro, principalmente em relação aos pequenos Oompa-Loompas.

"Não posso revelar nada, mas posso dizer com segurança que nunca foram vistos assim antes", garante com ar de suspense.

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