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"É uma tragédia cômica", diz J. K. Rowling sobre novo romance

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Capa de "Morte Súbita", tradução do livro de J.K. Rowling em sua versão em português Imagem: Divulgação

Carmen Sigüenza

12/12/2012 06h02

"É outro romance sobre a moralidade e a mortalidade, como 'Harry Potter', mas contemporâneo". Assim define a britânica J.K. Rowling sua estreia na literatura para adultos com "Morte Súbita", que foi lançado no Brasil no dia 6, recebido com expectativa, sucesso e boas críticas.

"As questões sociais que abordo são relevantes em qualquer lugar: os conflitos familiares e conjugais, as tensões entre pais e filhos, o conflito ideológico entre a ênfase na autonomia e o apoio proporcionado pelas administrações", afirmou.

J.K. Rowling fez essas declarações a James Runcie, autor do documentário que a "BBC" produziu sobre a escritora e foram fornecidas à Agência Efe pela Editora Salamandra, que publica a autora na América Latina.

Rowling, que geralmente não concede muitas entrevistas, descreveu "Morte Súbita" como uma "tragédia cômica" com "um humor bastante negro" que toca temas universais.

A narrativa começa com a morte inesperada, por um aneurisma cerebral, de Barry Fairbrother aos 44 anos, após escrever um artigo para o jornal local. Após sua morte, o homem deixa vago o cargo de funcionário em uma pequena cidade imaginária chamada Pagford.

A morte e a vaga se transformam em um ponto de inflexão entre os habitantes da cidade. Todos brigam pelo disputado cargo do falecido porque é um ponto-chave para resolver um litígio territorial.

A partir daí, afloram as piores intrigas entre os habitantes da cidade, um baile de emoções sociais e privadas que também abala os pilares familiares, as relações entre casais, entre pais e filhos e entre professores e alunos.

Drogas, marginalidade e overdose de realidade estão nas mais de 500 páginas, nas quais a radiografia dos adolescentes que têm que abrir passagem para o mundo adulto bastante pouco compreensível.

Um olhar sobre as desigualdades, no qual também está retratada muito ironicamente a família média burguesa com médicos incluídos, mas com muitos trapos sujos no armário. "Os Fairbrother deste mundo davam como certo que sua formação universitária os fazia melhores pessoas", diz uma passagem do livro.

Rowling, a autora de "Harry Potter", o fenômeno do menino mago que vendeu mais de 450 milhões de livros em todo o mundo, aos 47 anos é uma das mulheres mais ricas do mundo, mas suas origens são humildes e quando saiu o primeiro volume da famosa saga, em 1997, era uma mãe solteira com muitos problemas financeiros, que vivia em Edimburgo.

Também foi professora de escola pública, uma profissão que lhe deu grande experiência para escrever seu primeiro trabalho para adultos, um drama ao estilo do século XIX, mas em versão moderna, como diz a própria autora.

"(A história) é ambientada em uma comunidade pequena, o que envolve escrever sobre personagens de diferentes idades, de adolescentes até sexagenários. Adoro os romances do século XIX passados em uma vila ou uma cidade. Este livro é uma tentativa de fazer uma versão moderna", ressalta a autora na entrevista.

Quanto a sua preocupação com os jovens, a autora diz que as famílias em sociedades contemporâneas desenvolvidas têm menos tempo para as crianças e adolescentes que os nascidos nos anos 1950 e 1960, e também tem nas redes sociais como Facebook, Twitter e os SMS, outro dos desafios para os pais.

Porque, em sua opinião, existe uma brecha geracional, muito maior que em gerações anteriores, quanto a esse tema.

"The Casual Vacancy", no original em inglês, teve desde que foi lançado na Inglaterra e nos Estados Unidos, em setembro, muito sucesso de vendas e boas críticas em geral e deve ser transformada na minissérie da "BBC" em 2014.

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