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Instituto espanhol exibe joias como arte com peças de Picasso e Liechtenstein

Juan Carlos Cárdenas/EFE
4.dez.2012 - "La Meduse qui Pleure", peça de ouro, mármore e diamantes, de Niki de Saint Imagem: Juan Carlos Cárdenas/EFE

Valência (Espanha)

04/12/2012 12h55

O Instituto Valenciano de Arte Moderna (Ivam) acolhe a partir desta terça-feira (4) uma exposição de joias desenhadas por artistas como Picasso, Liechtenstein, Braque e Frank Stella, que pretende reivindicar a ourivesaria como uma linguagem criativa própria e comparável a outras disciplinas como a pintura e a escultura.

A mostra é composta por 225 peças de grande valor intelectual e material - uma delas é avaliada em US$ 458 mil -, pertencentes em sua maioria à colecionadora Diane Venet, esposa do escultor francês Bemar Venet.

O objetivo de Diane, curadora da exposição, é destacar a conexão entre a ourivesaria e a criação artística através de peças desenhadas desde a segunda metade do século XX por Miquel Barceló, Alexander Calder, Giorgio de Chirico, Louis Bougeois, Man Ray, Alberto Giacometti e Yoko Ono, entre outros 147 artistas.

A contribuição de Picasso é uma série de sete peças também de ouro desenhadas entre 1956 e 1973 e, ao contrário do que acontece com outros artistas presentes na mostra, que separam estas peças de sua linha criativa habitual, reflete sua faceta mais reconhecível.

Segundo explicou a curadora em entrevista coletiva, antes do século XX muito poucos artistas plásticos faziam joias e, apesar das evidentes conexões que começaram a ser estabelecidas no modernismo catalão com Julio González, somente com o movimento da Bauhaus adquiriu um impulso definitivo.

Algumas peças são únicas, como o colar de Frank Stella, que após se negar várias vezes a desenhar uma joia, finalmente atendeu ao pedido de Diane Venet e a surpreendeu com este presente por seu aniversário, segundo relatou.

Setenta por cento das joias que compõem a exposição pertence à coleção de Diane e o resto foi emprestado por colecionadores, galeristas e particulares.

Sua proprietária desconhece o valor total de sua posse, na qual não há nenhuma peça com pedras preciosas, mas para esta ocasião foi coberta com uma apólice de seguro de US$ 3,92 milhões.

A mostra, chamada "De Picasso a Koons. O artista como joalheiro", foi exposta anteriormente em Nova York e Atenas, e depois do Ivam, onde estará até o próximo dia 17 de fevereiro, viajará para Miami e Seul.

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