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Autora se diz "envergonhada" com êxito de "Cinquenta Tons" entre os homens

Karel Prinsloo/Efe
A escritora britânica E.L. James com cópia do livro "Cinquenta Tons de Cinza" em livraria de Londres, no Reino Unido Imagem: Karel Prinsloo/Efe

30/11/2012 12h32

A autora britânica da trilogia erótica "50 Tons de Cinza", E.L. James, confessou nesta sexta-feira (30) que se sente "envergonhada" ao ver os homens lendo seus romances, já que, segundo a própria escritora, eles "fazem parte de suas fantasias" e teme ver suas reações.

Em entrevista à "BBC", a escritora britânica também descreveu a mudança radical em sua vida após a publicação de seu primeiro livro, que escreveu "por diversão" e cujo êxito entre o gênero masculino a "incomoda".

"Sinto-me particularmente embaraçosa ao saber que os homens lêem meus livros. Eles são parte das minhas fantasias e nunca pensei que isso (o êxito) pudesse ocorrer", explicou a escritora, que ressaltou que sua exposição midiática "não é nada divertida".

"Necessitei de meu senso de humor durante meses. A publicidade não é nada divertida. Odeio aparecer na televisão. É muita exposição midiática. Escrevi meus livros por diversão e não para fazer tudo isto", apontou E.L. James na entrevista.

No entanto, a autora não revelou se os personagens de sua trilogia, a doce Anastasia Steele e o poderoso empresário Christian Grey, são inspirados em pessoas reais, embora tenha admitido que ambos possuem "traços" de pessoas conhecidas.

Segundo a escritora, seus livros não seguem uma "metodologia" ou estrutura narrativa, já que a história "surgiu por si só". Por esta razão, E.L. James especificou que só lançaria uma nova trilogia se esta fosse "por diversão".

"Não sinto pressão", esclareceu a autora, que não quis confirmar se já tinha algum contrato assinado para voltar a escrever.

"Cinquenta Tons de Cinza" se transformou em um grande êxito literário no mundo todo, com mais de 60 milhões de exemplares vendidos.

A adaptação cinematográfica, que ainda não tem protagonistas confirmados, estará dirigida pela britânica Kelly Marcel, uma das criadoras e roteirista da série de ficção científica "Terra Nova". EFE

cdb/fk

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