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Brasil, Equador e Acnur se unem em memória de Oswaldo Guasayamín

09/08/2012 16h51

Brasília, 9 ago (EFE).- O Brasil, o Equador e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) realizarão uma homenagem nesta sexta-feira a Oswaldo Guayasamín, com a abertura de uma mostra de 379 obras do artista e humanista equatoriano morto em 1999.

A exposição "Guayasamín-Continente Mestizo" será inaugurada no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República pelos ministros das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, e do Equador, Ricardo Patiño, e também pelo representante da Acnur no país, Andrés Ramírez.

Durante esse ato, a Acnur apresentará no Brasil a campanha "Gracias Equador", onde pretende reconhecer a boa política equatoriana em favor dos refugiados, que segundo Ramírez representa "uma das múltiplas facetas da tragédia humana" que aparece retratada em toda a obra de Guayasamín.

O Equador é o país latino-americano que abriga o maior número de refugiados. De acordo com os dados da Acnur, eles são hoje aproximadamente 55 mil no país, em sua maioria de origem colombiana.

"Pelo que representa o humanismo de Guasayamín, pelo que representa a solidariedade do Equador", Ramírez disse que a Acnur quis apresentar esta campanha na exposição, cujos visitantes serão convidados a expressar sua solidariedade com "os perseguidos e os deslocados".

De acordo com fontes oficiais, Patiño viajará para Brasília especialmente para a inauguração da exposição, que faz parte das celebrações do 202º aniversário da Independência do Equador, comemorado nesta sexta-feira.

No entanto, apesar do conteúdo cultural de sua visita, o ministro equatoriano aproveitará a oportunidade para revisar com o chanceler brasileiro diversos aspectos da agenda bilateral e regional.

Na mostra serão exibidas 379 obras do mestre nascido em Quito, em 1919, que abrangem todo seu universo criativo, que passa pela pintura, gravura, desenho, escultura, entre outras muitas manifestações artísticas.

Segundo o responsável da montagem, Wagner Barja, trata-se de uma obra "monumental, que vai na contramão da história oficial do continente americano" e retrata "da forma mais crua e eloquente" o sofrimento e as ânsias de liberdade dos oprimidos.

"Toda sua obra é uma crítica sociocultural em defesa da não-violência, da paz e da igualdade", explicou.

O embaixador do Equador no Brasil, Horacio Sevilla Borja, que foi amigo pessoal de Guayasamín, apontou o artista como "um historiador crítico" que alcançou uma "universalidade única", refletindo a pobreza dos povos indígenas e os piores conflitos do Século 20.

"Com cores e formas retratou a carnificina da Primeira Guerra Mundial, a tragédia que encarnaram o nazismo e o fascismo, o horror da bomba atômica e as duras realidades de países como Iraque, Bósnia, Chechênia e Ruanda, e até a dor causada pelas ditaduras na América Latina", disse o diplomata.

Barja lembrou que Guayasamín viveu alguns meses no Brasil, em 1957, quando foi premiado por sua obra na Bienal de São Paulo, que o considerou "o melhor pintor da América do Sul", e chegou a conhecer o então presidente Juscelino Kubitschek, de quem fez um retrato que faz parte da exposição.

Esse retrato pertence a uma coleção privada da família de Kubitschek e foi cedido para esta mostra, que estará aberta até o dia 14 de outubro e constitui na maior exposição do artista equatoriano já feita no Brasil.

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