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Jornal encerra mistério e diz que quadro "O Grito" foi comprado pelo magnata Leon Black

Reuters
Magnata Leon Black em conferência em Beverly Hills (2/5/11) Imagem: Reuters

12/07/2012 10h24

A emblemática obra "O grito", de Edvard Munch, encontra-se em mãos do magnata americano Leon Black, que teria pago os US$ 119,9 milhões alcançados em seu leilão, informa o jornal "The Wall Street Journal" nesta quinta-feira.

Para provar que o magnata americano teria comprado a obra leiloada no último dia 2 de maio, na sede da Sotheby's, em Nova York, o jornal americano cita pessoas próximas a Black e também alguns colecionadores de arte.

Black, de 61 anos, é membro do conselho do Moma de Nova York e possui uma considerável coleção de arte, que inclui professores clássicos e impressionistas.

"O grito", de Edvard Munch (1863-1944), um dos ícones mais conhecidos da história da arte, se transformou na obra mais cara já vendida em um leilão.

  • "O Grito", do pintor norueguês Edvard Munch, foi leiloada por US$ 119,9 milhões na casa Sotheby's de Nova York (EUA)

O diretor da venda, Simón Shaw, declarou à Agência Efe na ocasião que o quadro do pintor norueguês "é uma das poucas imagens que transcendem a história da arte e que possui um alcance global, talvez ficando atrás somente da Mona Lisa", "Define a modernidade e é instantaneamente reconhecida", indicou Shaw.

A sala da Sotheby's estava em completo silêncio para dar início ao leilão do "O grito", que, por sua vez, começou como lances de sete compradores. Posteriormente, a disputa ficou apenas entre duas pessoas anônimas, as quais enviavam seus lances através do telefone.

Doze minutos mais tarde, a obra foi leiloada por um preço de martelo de US$ 117 milhões, um número que, com as devidas comissões incluídas, foi fechado em US$ 119,9 milhões. Ao alcançar este valor, "O Grito" superou o recorde de US$ 106,5 milhões que ostentava desde 2010 a obra "Desnudo, folhas verdes e busto", de Pablo Picasso.

Trata-se da única versão das quatro existentes que ainda estava em mãos privadas. Outras duas versões desta pintura foram roubadas nos últimos 20 anos e, após serem recuperadas, passaram a ser expostas em museus noruegueses.

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