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Quadro que exibia genitais do presidente sul-africano é danificado

Fotomontagem/AP Photo
A obra "The Spear", de Brett Murray, em quatro momentos. No início da exposição na Goodman Gallery, sendo coberta por um visitante e depois sendo deteriorada Imagem: Fotomontagem/AP Photo

Johanesburgo

22/05/2012 10h10

Dois indivíduos não identificados jogaram tinta vermelha e preta nesta terça-feira (22) em um polêmico quadro que retrata o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, com os genitais descobertos, informou à Agência Efe uma funcionária da galeria na qual está exposto.

Segundo esta fonte, os dois indivíduos destruíram a obra do artista sul-africano Brett Murray lançando tinta no rosto e nos genitais retratados e depois a espalharam por todo o quadro.

A imprensa local apontou que dezenas de pessoas se reuniram na frente da galeria para aclamar a ação dos dois indivíduos - um professor universitário e um menor -, que se encontram em uma delegacia de Johanesburgo para prestar depoimento. As duas pessoas realizaram esta ação apesar do aumento das medidas de segurança da galeria, após a polêmica gerada pela obra na África do Sul.

A Juventude Comunista da África do Sul, ligada ao partido governamental Conselho Nacional Africano (CNA), advertiu que invadiria a galeria para destruir a obra, indicou à Efe o porta-voz do grupo, Mangaliso Khonza.

O quadro, intitulado "The Spear" ("A Lança"), faz parte da exposição "Deus Salve o Ladrão II" e estava sendo exibido na galeria Goodman de Johanesburgo desde o último dia 10 de maio. O ato de vandalismo aconteceu no mesmo dia em que o CNA apresentou perante um tribunal local um processo pedindo a retirada da obra.

Não é a primeira vez que Zuma processa um artista por satirizar sua pessoa: o líder sul-africano iniciou um processo legal contra o famoso Zapiro por várias vinhetas nas quais o presidente abusava sexualmente de uma mulher que representava a Consituição.

Murray afirmou que não pretendia ofender a dignidade de ninguém com o retrato de Zuma, que foi recentemente qualificado "para adultos" pelo Conselho de Televisão e Cinema da África do Sul. "É uma sátira humorística sobre o poder político e o patriarcado", afirmou Murray, em palavras divulgadas hoje pelo jornal local "Times".

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