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Exposição do Louvre apresenta última obra de Da Vinci recém restaurada

28/03/2012 15h28

 O público poderá ver nesta quinta-feira pela primeira vez no Museu do Louvre a exposição "Santa Ana: A última obra prima de Leonardo da Vinci", centralizada no quadro recém restaurado que o gênio visionário trabalhou até sua morte, em 1519.

A obra será exposta junto com outras 130 obras, documentos e peças da oficina de Leonardo da Vinci, entre elas a réplica da "Monalisa (A Gioconda)" que estava conservada no Museu do Prado desde 1666, cuja qualidade excepcional foi revelada ao mundo em fevereiro ao término de seu estudo técnico e restauração.

Um processo similar de estudo e limpeza de fundo usado na restauração do principal quadro da exposição permite agora redescobrir uma também nova, luminosa e enigmática "Santa Ana", oculta durante séculos por trás de camadas de verniz escurecidos.

Apesar de seu título fazer referência apenas a um único quadro, a exposição é sumamente ambiciosa, já que, além da exibição de "Santa Ana", também destaca uma grande quantidade de obras de Da Vinci e de seus alunos, reunidas pela primeira vez em séculos.

Criações de outros artistas inspiradas na obra do grande gênio italiano também estarão presentes, entre elas de Miguel Ángel, Degas, Delacroix, Odilon Redon e Max Ernst, além de intelectuais como Freud.

Procedentes de empréstimos de grandes museus e coleções privadas, entre elas a da rainha Elizabeth II, a mostra inclui cópias, versões de oficina e o único esboço preparatório conservado dos três que supostamente foram desenhados por Da Vinci, da National Gallery de Londres.

O valioso conjunto permite explorar, descobrir e datar com uma grande precisão a evolução desse quadro de extrema complexidade, que o mestre deixou não acabado e que para o curador da exibição, Vincent Delieuvin, é seu "testamento artístico".

"Trata-se de um quadro que não parou de ser aperfeiçoado ao longo de quase 20 anos, célebre desde suas primeiras versões e que acabou transformando o curso da história da arte", explicou.

Segundo Delieuvin, o quadro, que ficará exposto até 25 de junho, é "muito mais complexo e ambicioso" que a da hierática e solitária "Monalisa", além de ter uma enorme carga simbólica e ser "uma recriação do mundo em seu conjunto".

Em sua apresentação à imprensa, o curador ressaltou que esta é a "mais bela e mais perfeita" criação de Da Vinci e uma das três grandes obras-primas que pintou no seu período de maturidade, o de seu maior liberdade intelectual e artística, junto com a própria "Monalisa" e "São João Batista".

Apesar de reunir um grande acervo do gênio italiano, ao contrário do que se esperava, a "Monalisa" original não será apresentada ao lado de sua cópia do Prado. Segundo o curador, essa decisão foi tomada por questões de segurança e também práticas.

Enquanto os analistas seguem avaliando o risco que uma eventual restauração possa acarretar em seu lendário "sfumato", uma das principais atrações turísticas do Louvre aguarda no primeiro andar do museu mais de 20 mil visitantes diários.

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