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Exposição reúne "pequenas histórias" de Elliott Erwitt em Paris

15/03/2012 11h44

Paris, 15 mar (EFE).- Os momentos prévios e posteriores de famosas fotografias compõem uma curiosa exposição que está sendo apresentada em Paris, onde o fotógrafo Elliott Erwitt apresenta suas "pequenas histórias" em sequência de imagens.

Inspirada no livro homônimo, a mostra "Secuentially Yours" ficará aberta ao público até o dia 19 de maio, na Galeria Polka. Lá, o reconhecido fotógrafo, integrante da prestigiada Agência Magnum, mostra sua obra de um ângulo "bastante raro" no mundo da foto, explicou à Agência Efe Edouard Genestar, curador da mostra.

A exposição supõe uma piscada ao espectador, como uma espécie de visita à câmera do artista com o objetivo de redescobrir instantâneas a partir de imagens já conhecidas, como a saia "voadora" de Marilyn Monroe no filme "O Pecado Mora ao Lado", de Billy Wilder.

"Elliott criou uma nova modalidade intermediária entre as fotografias simples e os filmes", assegura o roteirista Marshall Brickman, colaborador de Woody Allen, no prefácio do livro que dá nome à exposição.

"Nós necessitamos milhares de imagens para narrar uma história, 24 por segundo precisamente. Mas, Erwitt reduz esse número a duas ou três", explica Brickman.

Na verdade, as imagens expostas contam com até 30 instantâneas que, além de retratarem personagens famosos, como Che Guevara e John F. Kennedy, também revivem momentos cômicos, poéticos e históricos, como a última luta de Mohammed Ali.

"Erwitt, filho de imigrantes russos judeus, possui meio mundo fotografado", declarou Genestar, que ressaltou que a diversidade de suas imagens não se reduz apenas pela temática, mas pelos locais por onde já passou, como França, Estados Unidos, Brasil, Inglaterra, Hungria e Afeganistão, entre outros países.

As mais de 100 imagens que compõem a mostra, tiradas entre os anos 60 e a atualidade, revelam uma busca contínua da espontaneidade e um sentido sutil, discreto e irônico. "Gosto de saber que as pessoas pensem que minhas fotos são divertidas, prefiro ser divertido a trágico", comentou o fotógrafo, que presidiu a agência Magnum entre 1968 e 1970, em uma ocasião.

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