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Fundação suíça apresenta novas provas sobre "1ª versão" de "Mona Lisa"

13/02/2012 11h57

Genebra, 13 fev (EFE).- O organismo suíço Mona Lisa Foundation assegurou nesta quarta-feira que dois novos estudos científicos confirmaram a tese de que "a primeira versão" de "La Gioconda" ("Mona Lisa"), quadro que essa mesma entidade possui, também é assinada por Leonardo da Vinci.

Segundo a fundação suíça, Da Vinci pintou o rosto de Lisa Gherardini, "La Gioconda", em tela uma década antes de imortalizar de vez o sorriso mais enigmático da história da arte.

Criada em 2012, a pedido do consórcio privado proprietário desta tela, a fundação suíça deveria provar com toda a evidência histórica e científica disponível se a chamada "primeira versão" também foi pintada pelo gênio do Renascimento.

Sua conclusão, anunciada em setembro de 2012 em uma entrevista coletiva em Genebra, foi que ambas as obras foram criadas em momentos e lugares diferentes para dois mecenas, mas pela mesma pessoa: Leonardo Da Vinci.

Nesta quarta-feira, através de dois novos estudos, a instituição voltou a corroborar esta conclusão. O primeiro, realizado por Alfonso Rubino, especialista na geometria de Da Vinci, afirma que as construções geométricas da "primeira versão" reproduzem "os estágios intermediários" do artista.

Já o segundo estudo é um teste com carbono 14 realizado pelo Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, com sede em Zurique, que teria "confirmado" que a obra foi pintada entre 1425 e 1450.

Diante de tais "evidências", a fundação rejeita o argumento de que sua tela seria uma cópia da famosa obra do Louvre. Segundo a fundação suíça, a "La Gioconda" do Louvre seria uma atualização "da primeira versão", na qual o pintor italiano acrescentou uma paisagem de fundo mais elaborada.

A chamada "primeira versão" foi conhecida por décadas como a Mona Lisa de Isleworth, em referência ao lugar onde residia Hugh Blaker, o colecionador inglês que "a descobriu" pouco antes da Primeira Guerra Mundial.

Posteriormente, a obra foi adquirida pelo americano Henry F. Pulitzer, que cedeu a sua amada e, após sua morte, foi adquirida por um consórcio que a guardou em um banco suíço até 2003.

Segundo a teoria da Fundação, Da Vinci começou a pintar o retrato de Lisa Gherardini em 1503 e a pedido do próprio marido desta, o marchand de telas Florentino Francesco do Giocondo. No entanto, o pintor italiano não finalizou o quadro porque foi obrigado a deixar Florença para se instalar em Milão.

Precisamente, o fato de que o quadro esteja inacabado é um argumento usado para defender a autoria de Da Vinci, já que uma carta do cronista Giorgio Vasari, contemporâneo do artista, dizia pelo menos duas vezes que a obra "estava inacabada".

No entanto, a "La Gioconda" já estava finalizada em 1517, como o afirma outro cronista, Antonio Beatis, que lembra que a obra foi financiada por Giuliano de Médicis.

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