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Pequena empresa francesa consegue condenar Google por posição dominante

01/02/2012 14h31

Paris, 1 fev (EFE).- A filial francesa do Google Maps foi condenada pelo Tribunal de Comércio de Paris por abuso de posição dominante, após a denúncia apresentada por uma pequena sociedade de cartografia situada nos arredores da capital francesa, informaram nesta quarta-feira fontes judiciais.

A empresa Bottin Cartographes, situada em Suresnes, apresentou no final de 2009 a denúncia por considerar abusivos os serviços gratuitos de cartografia que o Google Maps oferece às empresas.

O tribunal, que publicou ontem sua sentença, condenou à empresa americana a pagar 500 mil euros por danos e prejuízos e 15 mil euros de multa.

O Google anunciou em comunicado que recorrerá da sentença, e detalhou que considera sua ferramenta de cartografia gratuita como "de alta qualidade e benéfica tanto para os internautas como para os proprietários de sites".

"A concorrência no setor é a cada dia mais real, tanto na França como em nível internacional", destacou um porta-voz da companhia.

Segundo a Bottin Cartographes, o gigante da internet oferece gratuitamente esses serviços com o objetivo de eliminar os demais concorrentes do mercado.

O presidente da Bottin, que emprega 22 trabalhadores, Michel Mani, garantiu à Agência Efe que a sentença "é um marco" e que recebeu felicitações de muitos colegas europeus.

"Quando há três anos uma pequena empresa como a nossa denunciou um gigante como Google muitos riram de nós", lembrou o diretor, ressaltando que "o importante não é o dinheiro, mas que se deixe de impedir a livre concorrência".

Mani frisou que "os internautas individuais poderão continuar utilizando Google Maps" já que sua denúncia se refere exclusivamente aos serviços a empresas.

"Se propusessem esses serviços gratuitamente, mas incluindo publicidade não haveria problema", acrescentou.

O pequeno empresário salientou a importância que a sentença do Tribunal de Comércio seja condenatória para o gigante americano, "o que prova que os juízes não levaram em consideração os argumentos do Google" que os apresentou "com uma atitude muito arrogante".

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