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Mórmons, estrelas de Hollywood e super-heróis cativaram a Broadway em 2011

Daniel Radcliffe e John Larroquette em cena da peça "How to Succeed in Business Without Really Trying" (26/2/11) - AP
Daniel Radcliffe e John Larroquette em cena da peça "How to Succeed in Business Without Really Trying" (26/2/11) Imagem: AP

Emilio López Romero

30/12/2011 06h04

Nova York, 30 dez (EFE).- Nova York, a cidade que dizem que nunca dorme, berço da Broadway e de alguns dos melhores museus do mundo, encerra o ano com uma interessante variedade de espetáculos para os amantes dos musicais, e transformada no palco de algumas das exposições que mais deram o que falar em 2011.

O grande sucesso da temporada está sendo o irreverente musical "The Book of Mormon", o mesmo que ganhou nove prêmios Tony neste ano e que conquistou tanto à crítica como aos espectadores que enchem cada sessão no Teatro O'Neill.


Outro dos espetáculos que está causando sensação em Nova York é "Hugh Jackman: Back on Broadway", espetáculo com o qual o ator australiano garantiu casa cheia durante seis semanas consecutivas e para o qual não há entradas até o próximo dia 1º de janeiro.

Jackman não é a única estrela de Hollywood a estender seu sucesso para a Broadway. O britânico Daniel Radcliffe, famoso pelo papel de Harry Potter, estreou em março "How to Succeed in Business Without Really Trying", no papel de um jovem limpador de vidros, do qual se despede em janeiro para ser substituído pelo ídolo das adolescentes, Nick Jonas.

Já as famílias e as crianças foram conquistadas pela nova versão do aclamado "O Rei Leão", com músicas de Elton John e letras de Tim Rice, e pelas aventuras de outro clássico da Disney: "Mary Poppins".

Outro dos espetáculos que despertou o interesse este ano, não se sabe se por sua qualidade ou pelas quedas de seus atores sobre o palco, foi o musical "Homem-Aranha", promovido como o mais caro da história e que, apesar de não convencer à crítica, está sendo um sucesso de bilheteria.

Também há espaço para clássicos eternos da Broadway como "Billy Elliot", "Chicago", "O Fantasma da Ópera" ou "Wicked", enquanto os amantes dos musicais já voltam suas atenções para uma das grandes estreias da próxima temporada, uma nova versão de "Evita", com Ricky Martin na pele de Che Guevara.

Fora dos palcos, nova-iorquinos e turistas desfrutaram nestes 12 meses de algumas das grandes exposições do ano, como a mostra organizada pelo Moma sobre os cinco murais portáteis do gênio mexicano Diego Rivera, ou a série de desenhos que explora as primeiras obras de Pablo Picasso na Coleção Frick.

Outro dos grandes templos da arte em Nova York, o Guggenheim, voltará a render-se ao pintor espanhol nos próximos meses, com uma exposição na qual celebrará a obra em preto e branco de Picasso.

Esta temporada também atraiu muitos olhares para a retrospectiva que o Museu Metropolitano de Nova York dedicou a Alexander McQueen, na qual foram exibidas centenas das criações do icônico estilista britânico falecido no ano passado.

Sem esquecer da alegria dos amantes do canto com a estreia nova-iorquina da soprano russa Anna Netrebko, que cativou os espectadores com sua interpretação na lendária ópera "Ana Bolena", de Donizetti, que ainda pode ser vista no Metropolitan Opera House de Nova York.