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Artista chinês Ai Weiwei é eleito personalidade de 2011 pelo "Le Monde"

Ng Han Guan/AP
O artista chinês Ai Weiwei, 53, foi libertado mediante pagamento de fiança, após aproximadamente onze semanas de prisão (06/06/11) Imagem: Ng Han Guan/AP

23/12/2011 09h59

O jornal francês "Le Monde" escolheu nesta sexta-feira (23) o artista dissidente chinês Ai Weiwei como personalidade de 2011 para ilustrar um ano marcado pelas "revoltas".

O suplemento semanal do "Le Monde" ressaltou que além de ser uma "estrela da arte contemporânea como Damien Hirst, Jeff Koons e Maurizio Cattelan", o artista chinês se tornou "o porta-voz de um novo grupo que se expressa, principalmente, pela internet".

"Como os anônimos da Tunísia e do Cairo, os 'indignados' de Madri e de Wall Street, Ai Weiwei representa, com seu jeito brincalhão e contestador, essa ousadia que leva um homem simples a se tornar sujeito de sua própria história", resumiu o "Le Monde".

O artista, acusado de sonegação de impostos e pornografia, se tornou neste ano o mais conhecido ativista pró-direitos humanos na China, principalmente após ser detido e ficar incomunicável durante 81 dias.

A prisão de Ai, que recebeu apoio de simpatizantes, governos e ONGs de direitos humanos, foi a que mais se destacou entre as centenas que o Executivo chinês realizou desde fevereiro para impedir qualquer tentativa de reproduzir uma "Primavera Árabe" na China.

Ai substituiu como personagem do ano no "Le Monde" o australiano Julian Assange, o polêmico fundador do portal WikiLeaks. Um ano antes, esse reconhecimento simbólico foi dado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que inaugurou essa classificação no consagrado jornal francês após 65 anos de história.

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