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Manu Chao critica lei que criminaliza imigrantes em nova versão do clipe "Clandestino"

07/12/2011 19h04

Phoenix (EUA), 7 dez (EFE).- Uma nova versão do videoclipe de "Clandestino", do cantor Manu Chao, denuncia as condições dos imigrantes ilegais nas prisões do condado de Maricopa, no Arizona.

Com cerca de 20 minutos, o vídeo mostra Chao ao lado de um de seus violonistas cantando em frente à prisão, onde os réus enfrentam o intenso calor no verão e temperaturas abaixo de zero no inverno.

"A filiação foi o resultado do trabalho da Rede para Organização do Dia Nacional do Trabalhador (NDLON), que ao término de um show de Chao na Califórnia há um ano se reuniu com ele para falar sobre a situação vivida pelos imigrantes no Arizona", disse à Agência Efe Alex Rivera, diretor do vídeo.

Em setembro o cantor cumpriu sua promessa ao levar sua turnê ao Arizona, onde ofereceu um show gratuito em protesto pela implementação da lei estatal SB1070, que criminaliza a imigração ilegal.

A SB1070, que entrou em vigor no Arizona em 2010, embora não em sua totalidade, foi a primeira lei estatal no país a criminalizar a presença de imigrantes ilegais.

Durante sua visita, Chao aproveitou para gravar esta nova versão de "Clandestino" em frente à prisão que se encontra sob a jurisdição do controverso xerife Joe Arpaio. "Queríamos fazer algo impactante sobre o que está acontecendo no Arizona, foi assim que surgiu a ideia de filmar 'Clandestino' na frente da infame prisão de Arpaio", afirmou Rivera.

O vídeo, que pode ser visto no site www.altoarizona.com, começa com uma mensagem gravada que critica o escritório. "Embora tenhamos pedido a permissão ao escritório do xerife para filmar, esta nos foi negada, de maneira que chegamos ao estacionamento da prisão, Manu com seu violão e um de seus violonistas, três pessoas da produção e um grupo de advogados", contou o diretor.

Rivera acrescentou que quando Chao começou a tocar a Polícia chegou."Os advogados começaram a negociar com a Polícia e conseguiram 10 minutos antes que nos retirassem, portanto só tivemos a oportunidade de gravar duas versões da canção e com esse material foi feito o vídeo", comentou.

O diretor também denunciou que foram ameaçados com a possibilidade de detenção porque se encontravam a menos de dois metros da prisão. Depois, somaram à edição o material de amigos do diretor que gravaram dentro da prisão, incluindo imagens de uma entrevista com um detento.

"Querem fazer conosco o mesmo que fazem em Guantánamo, nós não somos terroristas. A única coisa que queremos é levar pão pra casa, pra família, mas está duro", declarou o preso que aparece no vídeo. EFE

ml/fd-rsd

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