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Sons "vindos da alma" levam advogada colombiana ao Grammy Latino

Agencia EFE

07/11/2011 01h46

Alejandro Rincón Moreno.

Bogotá, 7 nov (EFE).- Desconhecida para o grande público, a advogada colombiana Mónica Fuquen, foi indicada ao Grammy Latino pelo disco "Esferas de Creación", no qual defende o papel curativo dos "sons da alma".

O segundo disco da carreira de Fuquen concorre na categoria melhor álbum instrumental com "Final Night at Birdland", do cubano-americano Arturo O'Farrill e The Chico O'Farrill Afro-Cuban Jazz Orchestra, além de três trabalhos de brasileiros: "O Piano de Antônio Adolfo", de Antônio Adolfo; "Continente", de Yamandú Costa; e "Caprichos", de Hamilton de Holanda.

Mónica deixou a profissão em 2008 para se dedicar ao "soul chanting", um gênero ainda pouco conhecido na América Latina.

"A música se tornou uma música prática, fácil, para se usar, uma música que não se interioriza como este tipo faz", disse Fuquen sobre seu estilo em entrevista exclusiva à Agência Efe em Bogotá.

"Isso é um presente do céu. É um presente no qual surpreendentemente encontro uma forma de voltar para o interior de um tema que é exclusivo demais", acrescentou ela, que agora promove o uso da voz e de instrumentos para curar e ajudar pessoas em seu consultório em Bogotá.

Fuquen iniciou esses tratamentos musicais após conhecer o mestre espiritual iraniano Abdy Electriciteh, sua inspiração, e os aperfeiçoou desde 2011 com seu primeiro disco, "Sons da Alma".

Em sua segunda produção, destacam-se as criações próprias e "mais maduras", como "Cosmos", que tem imponentes paisagens e um percurso pelos quatro elementos; assim como "Harmonia", "Natural" e uma limpa "Ave Maria" de Bach.

Fuquen se sente "abençoada" por ter encontrado no servir "um sentido de vida", e levou seu som, às vezes de forma anônima, a diversos lugares do mundo, como Nova York, Jerusalém, Papeete e Moorea (na Polinésia Francesa) e Mysore (Índia).

Para a colombiana, a vibração sempre presente em seus ritmos tem um efeito real no corpo humano, ajudando a combater doenças e permite fazer com as células o que "quisermos fazer com elas".

"O som da alma faz com que seja encontrado o bálsamo para poder existir neste mundo. O som é uma viagem profunda rumo ao silêncio interior para poder reconhecer uma força terrena e poder caminhar nesta terra de maneira consequente", argumentou.

Mas Fuquen acredita que ainda há muito a fazer neste gênero para que as "revoluções de amor" sejam reconhecidas.

"Precisamos na América Latina confiar e permitir que este tipo de som nos toque mais e toque mais a sociedade. A indicação ao Grammy ajuda a fazer disso uma realidade", sentenciou.

Fuquen, que atende quatro ou cinco pacientes por dia em seu consultório - pessoas que "necessitam encontrar sua divinidade interior", segundo ela -, deixará essas atividades por um período para viajar aos Estados Unidos no dia 19 para participar, em Las Vegas, da cerimônia de entrega do Grammy Latino, onde representará "com todo o orgulho" seu país.

Segundo ela, sua presença no evento serve para "dizer à Colômbia que nós apostamos na paz, mas em uma paz verdadeira desde a arte, que é a expressão amorosa da razão".

A cerimônia do Grammy Latino acontece no próximo dia 20, no MGM Grand Garden Arena.

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