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Exposição austríaca reúne mitos e verdades de "A Noviça Rebelde"

Agencia EFE

02/11/2011 16h51

Viena, 2 nov (EFE).- Sequências como a da atriz Julie Andrews cantando para os filhos do capitão Georg von Trapp criaram o mito, mas por trás do filme "A Noviça Rebelde" está a história real de uma família de artistas, contada por uma exposição no Museu de Salzburgo, na Áustria.

A mostra "A Família Von Trapp. Realidade e 'A Noviça Rebelde'" sobre o fenômeno cultural que nasceu com o musical dirigido por Robert Wise pode ser conferida a partir desta sexta-feira no museu austríaco.

Dividida em duas partes, a mostra possui uma seção sobre o aspecto histórico, com fotos e objetos da família, uniformes e instrumentos musicais, além de uma seção para as relíquias das filmagens da fita de 1965 e de sua vida nos Estados Unidos, onde eram conhecidos como "Trapp Family Singer" (Família Von Trapp de Cantores).

"Não houve nenhuma cidade com mais de 50 mil habitantes nos Estados Unidos na qual não tenhamos atuado", lembrou nesta quarta-feira em Salzburgo Johannes von Trapp, o filho mais novo de Maria, a matriarca da família interpretada por Julie Andrews.

Aberta até novembro de 2012, a exposição reúne cerca de 180 objetos vindos de diversas coleções europeias e americanas, em muitos casos ainda inéditas. Ela percorre a carreira militar do barão Georg von Trapp, seu casamento com Maria Augusta Kutschera, a fuga do nazismo para os EUA e o sucesso musical da família.

A história real difere da contada não só pelo clássico americano, mas também pela obra original da produtora alemã UFA - "Die Trapp-Familie" (A Família Von Trapp) (1956) -, assim como pelo posterior musical da Broadway.

Este é um motivo pelo qual, mesmo tendo ganhado cinco Oscar e sendo o terceiro filme de maior bilheteria da história, a Áustria ignorou o sucesso de "A Noviça Rebelde".

"A exposição não é só para turistas, já que foi concebida explicitamente para o público de Salzburgo", explicou o diretor do Museu de Salzburgo, Erich Max, à agência de notícias "Apa".

Para ele, as razões pelas quais o público austríaco rejeitou a história contada pelo cinema são as incompatibilidades históricas - tanto cronológicas como geográficas -, bem como a pouca relevância das pressões nazistas que obrigaram os Von Trapp a emigrar para os Estados Unidos. EFE

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