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MASP exibe colagens e desenhos de Sigmar Polke

EFE/Sebastião Moreira
Obra de Sigmar Polke Imagem: EFE/Sebastião Moreira

27/10/2011 16h06

São Paulo, 27 out (EFE).- Considerado um alquimista da arte contemporânea, que utilizou a ironia para se aproximar da realidade alemã do pós-guerra, Sigmar Polke chega em São Paulo na sexta-feira com uma mostra que revisita sua obra um ano depois de sua morte.

O Museu de Arte de São Paulo apresentará a exposição "Realismo Capitalista e Outras Histórias Ilustradas", que conta com 220 peças, incluindo a série completa das gravuras de Polke criadas entre 1963 e 2009 e vários objetos.

Além disso, a mostra exibirá 25 originais inéditos no Brasil, elaborados com técnicas mistas (gravura, desenho e colagem), da série "Day by Day", concebida para a Bienal de Arte de São Paulo de 1975 e cedidas por uma coleção privada.

Segundo nota do museu, a mostra, que permanecerá aberta até o dia 29 de janeiro de 2012, é a primeira exposição internacional dedicada ao artista após sua morte em junho do ano passado e nela se mostram peças que até agora não tinham saído da Alemanha.

Polke nasceu no dia 13 de fevereiro de 1941 na atual Polônia, se transferiu com sua família no fim da Segunda Guerra Mundial para a Turíngia e posteriormente para Berlim ocidental. Finalmente se instalou em Düsseldorf, vizinha à Colônia, onde morreu no ano passado, vítima de um câncer.

Era epresentante do movimento "Realismo Capitalista", ao lado de Gerhard Richter, corrente que nasceu como resposta irônica e caricatural ao Realismo Socialista, escola artística oficial da União Soviética, mas que também satirizava a arte guiada pelo consumo.

Nos anos 1970, Polke considerado uma das grandes figuras da arte alemã contemporânea junto a George Baselitz e o próprio Richter, percorreu México, Austrália e Paquistão, onde explorou a fotografia como complemento das artes plásticas.

Também uniu ao seu trabalho diferentes técnicas como colagem, montagem, desenho, pintura sobre papel e material metálico, entre outros.

A curadora da mostra, Tereza Arruda, destacou o desprendimento das correntes artísticas e a constante pesquisa e uso das diferentes técnicas como marca registrada de Polke.

Em seu trabalho, o artista abordava "questões políticas, econômicas e sociais, todas tratadas com muita ironia", disse.

Tereza também explica que o motivo pelo qual era chamado de alquimista se deve ao fato de que em sua oficina explorava todo tipo de material.

A obra de Polke, que representou a Alemanha no pavilhão da Bienal de Veneza de 1986, foi exposta na Tate Modern de Londres em 2004 sob o título "Sigmar Polke: História de Tudo", em uma tentativa de refletir essa vocação tão ampla do artista.

Para a exposição, o MASP conseguiu reunir pessoas próximas e que colaboraram com Polke, classificado como retraído e empenhado em se afastar dos holofotes apesar do grande reconhecimento conseguido através de sua obra.

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