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Exposição sobre Audrey Hepburn esmiúça cotidiano da atriz em Roma

EFE
A atriz Audrey Hepburn e seu marido Mel Ferrer em uma das fotos que estão expostas em Roma Imagem: EFE

25/10/2011 16h03

María Gabriela Méndez.

Roma, 25 out (EFE).- Poucos conhecem o lado cotidiano de Audrey Hepburn: levando seus filhos à escola, comprando flores e levando seu cachorro "Famous" para passear, facetas longes dos holofotes e que marcam a exposição sobre a atriz, prevista para ser inaugurada nesta quarta-feira no Museu Ara Pacis de Roma.

Trata-se da exposição "Audrey em Roma", que reúne cerca de 140 imagens, acessórios, objetos pessoais e vídeos familiares da atriz. Todo o material exposto é relacionado aos quase 20 anos em que Audrey viveu em Roma. Aliás, foi uma decisão dela própria morar na capital italiana.

As imagens escolhidas para a mostra foram obtidas por fotógrafos que se atreveram a "roubar" parte de sua intimidade e acabaram imortalizando seus gestos espontâneos e suas ações cotidianas, longe das luzes e das poses.

Embora nunca tenha gostado desta intromissão, Audrey Hepburn sempre respondia aos fotógrafos com um maravilhoso sorriso, o mesmo que todos lembram quando pensam na atriz.

"O que foi invasivo e incômodo para minha família se transformou em uma celebração da minha mãe", explicou à Agência Efe o filho mais velho da atriz, Sean Ferrer, fruto da união com Mel Ferrer.

Antes de realizar a exposição, os organizadores precisaram revisar todos os arquivos dos anos 50, 60 e 70 pertencentes aos paparazzi da Associação de Repórteres, do Instituto Luze e do Koball Collection, entre outros, onde foram encontradas mais de 8 mil imagens inéditas da atriz.

Para Luca Dotti, filho mais novo de Audrey e um dos curadores da mostra, trata-se de um verdadeiro percurso biográfico, mas também autobiográfico: "Muitas dessas fotos eu também não conhecia. Quando começamos, não achávamos que encontraríamos tantas imagens, foi uma surpresa".

Dos quase 30 filmes em que Audrey atuou, três foram rodados na capital italiana: "A Princesa e o Plebeu" (de 1953, que a lançou à fama), "Guerra e Paz" (1956) e "Uma Cruz à Beira do Abismo" (1959).

No entanto, os laços efetivos de Audrey com esta cidade foram além de seu trabalho como atriz. Roma foi a cidade que a permitiu levar uma vida normal após deixar o cinema, em 1968, para se dedicar ao "sonho preferido", o de mãe.

"Ela não se via como os demais, se sentia magra, feia, com os pés grandes demais e o nariz imperfeito, não se sentia como uma verdadeira diva", lembra Sean Ferrer.

Mas, sem dúvida alguma, sua elegância natural a transformou em um ícone da moda. Por isso que a mostra inclui muitos trajes, sapatos, óculos de sol e bolsas, que até hoje são referências no mundo das passarelas.

Além do grande acervo de imagem, o visitante também poderá contemplar objetos, como seu passaporte e sua moto Vespa, a mesma em que percorreu as ruas romanas ao lado de Gregory Peck, em "A Princesa e o Plebeu".

Dividida cronologicamente, a exposição também cria oportunidade do público se aproximar da mulher que dedicou os últimos cinco anos de sua vida às viagens. Ao todo, Audrey passou por mais de 20 países como embaixadora da Boa Vontade do Unicef, desde 1987 até sua morte, em 1993.

Um curioso vídeo recolhe imagens da atriz com crianças em Bangladesh, Vietnã, Somália, Sudão e Etiópia. "Há viagens que são feitas com uma única coisa na bagagem, o coração", exalta a frase que fica abaixo da projeção.

De fato, o trabalho que começou a ser desenvolvido por Audrey não terminou com sua morte, já que sua família deu continuidade a seu trabalho caridoso através da Fundação Audrey Hepburn, que fornece assistência para crianças carentes.

Assim, a mostra também será beneficente, já que uma parte do dinheiro arrecadado com as entradas será transferida para 32 entidades que atendem mais de 13 mil crianças desnutridas no Chade.

A inauguração da mostra também coincide com a celebração dos 50 anos de "Bonequinha de Luxo" (1961), um dos filmes que serão exibidos no Festival de Cinema de Roma, realizado no final de novembro.

"Queria que o público levasse uma lembrança real, distante do ícone que foi criado com 'Bonequinha de Luxo', porque que minha mãe era uma pessoa muito mais real", concluiu Luca Dotti.

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