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Esculturas coloniais deixam subsolo e são expostas ao público em Quito

14/10/2011 10h51

Quito, 14 out (EFE).- Uma coleção de esculturas de madeira, que reúne sacerdotes, virgens, mulheres e bustos do século 16 ao 19, serão expostas ao público a partir desta sexta-feira na Casa de Benalcázar, sede do Instituto Equatoriano de Cultura Hispânica, em Quito, no Equador.

Esquecidas durante décadas no subterrâneo do instituto, as esculturas em madeira passaram por um processo intenso de restauração antes de serem expostas. A recuperação das peças foi assumida pelo Centro Cultural Metropolitano.

Eduardo Maldonado, coordenador de Patrimônio da entidade, relatou à Agência Efe como as esculturas estavam antes da restauração. "Como a madeira absorve muita umidade, as obras estavam repletas de fungos e traças, que começaram a comer o suporte das peças. Uma das esculturas tinha até um ninho de rato", contou.

Após o processo de restauração, as obras foram expostas novamente na Casa de Benalcázar. Mas, desta vez, as peças deixaram o subsolo para ganhar espaço em uma sala com condições meteorológicas adequadas para a conservação.

Ao todo são 20 peças de madeira e poucos móveis que pertenceram ao Conde Ignacio Urquijo, que foi embaixador da Espanha em Quito de 1954 até 1967.

"Como agradecimento pela magnífica recepção que teve, o Conde doou uma série de obras privadas ao Instituto Equatoriano de Cultura Hispânica", revelou Vicente Mas, adido de Cultura da Embaixada da Espanha, instituição que se encarregou de financiar a restauração das esculturas.

Pelo estilo das peças pode se confirmar que a coleção de Urquijo pertence à escola quiteña e foram esculpidas nos séculos 17 e 18, apesar de haver algumas representações que poderiam ser do século 16 e outra do século 14.

Uma das obras principais é uma inspiração de Nossa Senhora baseada no Apocalipse bíblico de Bernardo de Legarda, um dos grandes artistas da escola quiteña do século 18.

Ao contemplar a coleção, o público irá se surpreender com um curioso fato: quase todas as esculturas não possuem mãos. "Preferimos não alterar esse testemunho histórico com algo que não há evidência. Até podemos, mas não devemos", explicou Maldonado.

As esculturas vão ficar permanentemente no Instituto Equatoriano de Cultura Hispânica em uma exposição aberta ao público, concluiu Vicente Mas, quem acredita que a restauração fará com que a obra cultural desta entidade seja valorizada novamente.

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