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Roma descobre Lippi, o aluno que superou o mestre Botticelli

EFE
Quadro de Filippino Lippi em exposição na cidade de Roma, na Itália (04/10/2011) Imagem: EFE

Sara Rojas

De Roma

11/10/2011 06h04

Raros são os alunos que conseguem superar seu mestre, mas menos ainda os que, após fazê-lo, ficam relegados ao esquecimento ao longo da História, como o italiano Filippino Lippi, que melhorou a técnica de Sandro Botticelli e, no entanto, continua sendo um pintor pouco conhecido fora de Florença.

Enquanto Botticelli (1445-1510) morreu sozinho e na pobreza, Lippi (1457-1504) terminou seus dias no auge profissional como um dos mestres preferidos dos Médicis e muito cotado na Toscana.

Após sua morte, no entanto, ele e sua obra foram caindo no esquecimento, até que o curador italiano Alessandro Cecchi decidiu organizar uma exposição intitulada "Filippino e Botticelli na Florença do século XV", inaugurada neste mês na Scuderie del Quirinale de Roma, onde permanecerá até 15 de janeiro de 2012.

Apresentar este grande artista e tirá-lo da penumbra são os dois objetivos principais de Cecchi, que com esta mostra pretende equiparar a arte dos dois pintores italianos e percorrer a trajetória profissional de Lippi.

Para isso, a galeria foi dividida em seis salas que mostram a obra de Lippi desde criança quando pintava com o pai, o também conhecido Filippo Lippi, até que entrou para a oficina de Botticelli, se transformando em seu grande rival.

"Até este momento não havia nenhuma exposição que rendesse um mérito justo a este nobre artista e que mostrasse ao grande público sua grandeza, indiscutivelmente à altura de Sandro Botticelli", insistiu o professor e especialista em arte F.M. Emmanuele.

A mostra recolhe algumas das obras mais importantes dos dois artistas, como "A Adoração dos Magos" de Botticelli, até agora na Galeria dos Ufficci de Florença, e "A Madonna Strozzi" restaurada de Lippi, do "The Metropolitan Museum of Art" de Nova York.

Todas elas viajaram de grandes museus internacionais para não faltar à exposição do curador Cecchi, que pela primeira vez conseguiu unir as obras de três dos artistas florentinos mais importantes dos finais do século XIV e XV: Filippo Lippi (pai), Filippino Lippi e Sandro Botticelli.

Também "A Adoração dos Magos" do próprio Lippi, que veio diretamente do "National Gallery" de Londres; "A História da Virgínia" do Museu do Louvre (Paris); e "A Visão de São Bernardo" da Abadia de Florença estão expostas nesta mostra, que se divide em seis seções diferentes que percorrem cronologicamente a trajetória profissional do pintor.

A Scuderie del Quirinale expõe também a tela mais conhecida do pai Filippo Lippi, "Nossa Senhora com o menino e as Histórias da vida de Santa Ana", além de outras obras de artistas da época, como Raffaellino del Garbo e Piero di Cosimo.

Além disso, a exposição romana exibe esboços e desenhos de Lippi, como o "Estudo da figura de Meleagro Morente", que voltará no ano que vem ao museu do Louvre, além de várias esculturas e outras obras talhadas em madeira.

Por último, documentos privados referentes a Lippi, como uma denúncia anônima que demonstra que o pintor toscano é filho de Filippo Lippi e uma freira completam a coleção de obras expostas na capital italiana.

Ali o artista toscano realizou estudos sobre a Antiguidade e pintou os afrescos da Capela de Santa Maria sopa Minerva, uma igreja romana que exibe o "Cristo Redentor" de Michelangelo.

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