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Marisa Paredes afirma que gostaria de trabalhar com Bardem e De Niro

06/10/2011 19h50

Aday López.

Rio de Janeiro, 6 out (EFE).- Com 65 anos e uma longa carreira marcada por grandes sucessos, a atriz espanhola Marisa Paredes não perde a esperança de interpretar um papel cômico no cinema ou de trabalhar ao lado de outras estrelas como Javier Bardem e Robert de Niro.

"Não desisto. Adoraria fazer uma comédia. Meus amigos dizem que o cinema perde uma grande atriz cômica porque, embora não pareça, sou muito engraçada", afirmou a atriz nesta quinta-feira à Agência Efe no Rio de Janeiro.

A espanhola apresenta esta noite na inauguração do Festival de Cinema do Rio de Janeiro "A Pele que Habito", último filme de Pedro Almodóvar, no qual trabalhou ao lado de Antonio Banderas e Elena Anaya em um longa-metragem que deslumbra e desconcerta a crítica ao mesmo tempo.

"É difícil aceitar a mudança proposta por Pedro (Almodóvar) com este filme, mas não se pode esquecer que às vezes a crítica se confunde. Foi assim com trabalhos que no final provaram que eram grandes obras", disse Marisa.

A atriz ressaltou que Almodóvar demonstra em "A Pele que Habito" uma grande maturidade ao filmar uma história complexa, surrealista e com uma estrutura cinematográfica não-linear.

"É a mais profunda, a mais arriscada e a que tem uma leitura mais difícil que te deixa a vontade de querer revê-la porque há algo nela que te impede de saber onde termina exatamente a história", relatou a atriz, que já ganhou vários prêmios internacionais.

Após filmar com Almodóvar títulos como "A Flor do Meu Segredo" (1995) e "Tudo Sobre Minha Mãe" (1999), Marisa garante que trabalhar com o diretor não é fácil porque ele sempre procura a perfeição, "é muito meticuloso, rigoroso e às vezes maníaco".

Considerada uma das musas de Almodóvar, a atriz adoraria ter sido dirigida pelo italiano Federico Fellini, falecido em 1993, ou pelo espanhol Luis Buñuel.

Apesar de seus desejos, Marisa garante que se sente muito cômoda quando é classificada como uma "menina de Almodóvar".

"Essa expressão evoca a capacidade de Pedro de fazer das mulheres um personagem principal. O homem desaparece e a mulher se transforma em um ícone. Isso é algo inerente a Pedro e que explica parte de sua personalidade", frisou a atriz.

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