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Conheça alguns dos favoritos ao Nobel de Literatura 2011

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Do topo e da esquerda para a direita, Adonis, Israelo, Tomas Transtroemer, Nuruddin Farah, Haruki Murakami e Peter Nadas são alguns dos favoritos Imagem: AFP PHOTO

05/10/2011 16h10

Estocolmo, 5 out (EFE).- O japonês Haruki Murakami e poetas como o sírio Adonis, o sueco Tomas Tranströmer, o australiano Les Murray, o coreano Ko Un e o polonês Adam Zagajewski aparecem como os favoritos para receber o prêmio Nobel de Literatura, que será entregue nesta quarta-feira em Estocolmo.

Murakami - um sucesso de vendas mundial, apesar de sua qualidade literária despertar menos entusiasmo entre os críticos -, lidera a lista da casa de apostas Unibet e também aparece nos primeiros lugares da Ladbrokes, que apresenta de maneira surpreendente o cantor americano Bob Dylan na segunda posição.

Os clássicos poetas Adonis e Tranströmer também estão bem situados nas apostas. Aparentemente, eles possuem outra vantagem por serem representantes da poesia lírica, que não é premiada pela Academia sueca desde 1996, quando a polonesa Wislawa Szymborska recebeu o prêmio.

O fator tempo também poderia favorecer os escritores americanos, que não ganham desde a premiação de Toni Morrison, em 1993. No mesmo período, a literatura em língua inglesa foi premiada várias vezes, sendo que a última foi em 2007, com a britânica Doris Lessing.

Nos últimos anos, por exemplo, a academia resgatou as literaturas francesas e hispânicas, que não recebiam o Nobel há duas décadas, ao premiar Jean-Marie Le Clézio (2008) e o peruano Mario Vargas Llosa (2010).

Entre os candidatos americanos, se destacam Cormac McCarthy, um dos grandes favoritos do ano passado, Jonathan Franzen, Thomas Pynchon, Joyce Carol Oates, John Ashbery e E.L Doctorow. Apesar de estar com menos visibilidade em relação aos anos anteriores, Philip Roth, Don DeLillo e Gore Vidal também estão na lista.

Como Vargas Llosa foi o vencedor do ano passado, em teoria, os candidatos hispânicos possuem memores chances, caso do argentino Juan Gelmán, do mexicano Carlos Fuentes, dos espanhóis Javier Marias e Juan Marsé, do nicaraguense Ernesto Cardeal e do paraguaio Néstor Amarilla.

Porém, não se pode esquecer que a Academia sueca entregou o Nobel de Literatura ao mexicano Octavio Paz em 1990, um ano depois que o prêmio foi parar nas mãos do espanhol Camilo José Cela.

Ainda que tardia, a surpreendente escolha de Vargas Llosa voltou a legitimar a condição de "eterno candidato" que acompanha alguns autores. O fato de estarem sempre entre os favoritos e não receberem o prêmio não quer dizer que tenham sido descartados para o Nobel.

Antes do romancista peruano, a Academia sueca já tinha resgatado, por exemplo, o "esquecido" dramaturgo britânico Harold Pinter (2005) e sua compatriota Doris Lessing (2007).

Apesar de não estarem entre os favoritos, os escritores consagrados também possuem chances, caso dos italianos Antonio Tabbucchi e Claudio Magris, do austríaco Peter Handke, do albanês Ismail Kadaré, do holandês Cees Nooteboom, do tcheco Milan Kundera e o israelense Amós Oz.

A argelina Assia Djebar, o coreano radicado nos EUA Chang-Rae Lee, o indiano Vijaydan Detha, o húngaro Peter Nadas e o australiano Gerald Murnane também aparecem bem situados na interminável lista de supostos candidatos ao prêmio.

Embora as listas prévias já sejam uma tradição, habitualmente elas não costumam ter muito sucesso, salvo em casos isolados, como o do turco Orhan Pamuk, indiscutível favorito e finalmente ganhador em 2006.

Em sua centenária história, a Academia sueca demonstrou também que é capaz de escolher nomes inesperados, como a austríaca Elfriede Jelinek e a alemã Herta Müller.

Apesar de alegar que os prêmios são escolhidos somente em referência aos autores e não as literaturas e os países, às vezes a Academia parece se basear mais por questões políticas e por critério de rotação geográfica do que pela qualidade literária.

Isso explica as vergonhosas ausências de nomes fundamentais na literatura universal no histórico do prêmio, como Marcel Proust, Franz Kafka, Bertolt Brecht, James Joyce e Jorge Luis Borges.

Anxo Lamela.

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