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Red Hot Chili Peppers põe fogo na 2ª noite do Rock in Rio

25/09/2011 04h17

Javier Herrero.

Rio de Janeiro, 25 set (EFE).- Antes tarde do que nunca, devem ter pensado muitos quando a principal atração da segunda noite do Rock in Rio, Rede Hot Chili Peppers, conseguiu agitar e justificar, já de madrugada, a programação morna do dia do evento.

Com um perfil de público mais adulto, o segundo round de shows exorcizou à base da guitarra a ameaça de dilúvio presente ao longo do dia, com um programa baseado no rock que, após os sons pop do dia anterior, honrou o nome do festival.

Muitas foram as formas de abordar esse estilo enérgico, em sua intensidade, natureza e origem, com propostas com base nos Estados Unidos e Reino Unido, no Brasil e também na Itália, por obra dos Chili Peppers, assim como de Snow Patrol, Capital Inicial e Mike Patton, as principais atrações.

Após uma das atuações mais relembradas das edições passadas do Rock in Rio, a banda de Anthony Kiedis voltou ao festival com duas grandes novidades: seu último disco, "I'm With You", e o guitarrista, Josh Kliffhanger, que cobriu bem o lugar de seu antecessor, John Frusciante.

Embora as novas canções tenham recebido uma resposta morna por parte do público, o show dos californianos é uma aposta certa, por isso esgotam entradas onde tocam, dando uma demonstração de que, se não empolgam totalmente com as novas canções, mantêm intacta a energia das atuações ao vivo.

Foram necessários seus clássicos, bem dosados ao longo do show, para finalmente agitar os 100 mil espectadores que assistiram ao espetáculo.

"Under The Bridge", "By The Way", todos os sucessos de seu álbum "Californication" e certamente "Give It Away", com o qual Kiedis encerrou o show, levaram ao delírio os fãs do Red Hot Chili Peppers.

Uma semana antes de Coldplay, seus compatriotas do Snow Patrol mostraram também suas ferramentas, muito similares em estilo e execução aos do grupo de Chris Martin, mas carentes de pegada, como se pôde perceber através da apatia dos aplausos.

Apenas "Open Your Eyes", a última canção, conseguiu uma reação mais intensa por parte do público, apesar de a banda errar a introdução da música e se ver obrigada a retomá-la.

Melancólicos em "Chasing Cars", épicos com "Falling Empires", românticos em "Set the Fire" em dueto com a brasileira Marina Aydar e mais animados e inclusive em clima disco em "Just Say Yes", os escoceses tocaram músicas de seus sete discos publicados.

Algumas horas antes, o palco "Sunset" voltou a exibir alguns dos melhores shows do dia. Foi o caso da americana Esperanza Spalding, recentemente premiada com um Grammy, e também o do ex-componente do Faith No More, Mike Patton.

Junto à jovem Orquestra Sinfônica de Heliópolis, Patton roda agora pelo mundo com um espetáculo com um alto tom interpretativo e arruaceiro.

Patton apresentou suas recriações particulares da música italiana dos anos dourados, com clássicos como "Senza Fine" de Gino Paoli e sucessos do rock, uma tarefa para a qual contou com a ajuda de 18 jovens violinistas e um trio coral.

Antes, no palco mundo, Capital Inicial, Stone Sour e NX Zero abriram a noite de espetáculos na Cidade do Rock, que teve segurança reforçada após os incidentes do dia anterior.

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