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Fidel Castro foi espionado por criminoso nazista, diz revista "Der Spiegel"

25/09/2011 10h04

Berlim, 25 set (EFE).- Os serviços secretos da Alemanha ocidental (BND) usaram entre 1958 e 1962 um criminoso nazista, Walter Rauff, que na época morava no Chile, para espionar o líder cubano Fidel Castro, revela neste domingo a revista "Der Spiegel".

Rauff, quem após a derrocada do Terceiro Reich fugiu de um campo de prisioneiros aliado para a Síria, primeiro, e para a América Latina depois, foi contatado, quando já estava no Chile, por outro ex-nazista, então agente do BND, para fornecer informações sobre Fidel.

A espionagem ocidental alemã por meio de seu emissário conhecia perfeitamente o papel desempenhado por Rauff durante o nazismo, de coordenador e responsável por unidades móveis de câmaras de gás, desenvolvidas por ele mesmo.

Rauff dirigiu uma unidade especial da SS, que chegou uma dispor de 20 caminhões equipados com câmaras de 1,7 metros de largura por seis metros de comprimento, que estavam conectadas ao cano de escape do veículo de modo que os presos morriam por inalação de gás.

Estas câmaras foram utilizadas em campos de concentração perto de Berlim e na Polônia ocupada e também na Ucrânia, detalha a revista.

Apesar disso, o BND contatou com o criminoso nazista, com a incumbência de fornecer aos serviços de espionagem informações sobre Fidel Castro.

Em troca dos serviços, Rauff percebeu 70 mil marcos alemães e foi avisado a tempo de destruir todos os seus documentos quando a Polícia o prendeu em Punta Arenas em 1962.

"Der Spiegel" conseguiu essas informações de documentos recentemente desclassificados do BND.

Rauff foi capturado em 1945 por tropas americanas, mas escapou de um campo de prisioneiros italiano um ano depois e, após uma temporada na Síria e depois no Equador, chegou ao Chile em meados dos anos 50, onde se estabeleceu como homem de negócios em Punta Arenas.

Em 1962 foi detido e foi julgado a partir de um pedido da justiça alemã, que o acusava de 98 mil prisioneiros durante o nazismo.

O processo acabou arquivado, porque a justiça chilena considerou que os crimes haviam prescrito por ter passado mais de 15 anos.

Ele morreu em 1984 no Chile, onde passou os últimos 26 anos de sua vida, parte deles protegido pelo regime de Augusto Pinochet.

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