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Quadro de Leonardo da Vinci, roubado pelos nazistas, retorna a Berlim

Photo/Markus Schreiber
"Dama com Arminho", de Leonardo da Vinci é uma das peças exibidas em museu renascentista Imagem: Photo/Markus Schreiber

24/08/2011 17h12

Berlim, 24 ago (EFE).- A história do retrato no renascimento italiano poderá ser revista a partir desta quinta-feira no Museu Bode de Berlim, através de 150 obras, entre as quais se destaca "Dama com arminho" de Leonardo da Vinci, procedentes de 50 coleções espalhadas por todo o mundo.

Recém-chegado de Madri, o quadro de Da Vinci é sem dúvida a estrela da mostra embora terá que deixá-la cedo, em 31 de outubro, três semanas antes do final da exposição, para incorporar-se a uma retrospectiva no National Gallery de Londres.

Segundo o responsável pela exposição, Steffan Wepelmann, "Dama com Arminho" é o primeiro retrato da história da arte que "vai além da natureza" e inclui elementos abstratos.

Em geral, o retrato foi algo novo no século XV italiano, quando surgiu com grande intensidade, refletindo uma nova maneira de ver o mundo. Entre o século V e o XV, segundo os organizadores, os retratos de indivíduos eram estranhos e os que existem representam personalidades históricas ou de clara importância política.

No século XV, por outro lado, primeiro a Florença e depois em outras cidades italianas, começa a surgir uma proliferação de retratos. Keith Christiansen, diretor do departamento de pintura europeia do Metropolitan Museum, lembrou durante a entrevista coletiva a tese do historiador de arte Jakob Burkhardt segundo a qual o retrato é a melhor forma de representar a visão do mundo do renascimento.

"Queríamos verificar essa tese e queríamos contar a história do retrato", disse Christiansen. Os organizadores estão convencidos que com a exposição se abrem novos olhares sobre o renascimento e mais concretamente sobre a história do retrato, reunindo quadros dos museus berlinenses com outros procedentes de outros museus.

Assim, por exemplo, é a primeira vez que se reúne todos os retratos de Giuliano de Medici realizados por Sandro Boticelli. E, apesar dentre os atrativos da mostra destacam obras como "Retrato do Ancião e a Criança" de Domenico Ghirlandaio e o retrato em miniatura de Lorenzo de Medicis feito por Da Vinci.

No dia 20 de novembro, a exposição em Berlim acabará e no dia 19 de dezembro será transferida para Nova York, embora com algumas mudanças. (Rodrigo Zuleta) 

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