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Festival de Edimburgo levanta polêmica sobre participação da China

12/08/2011 16h53

Edimburgo (R. Unido), 12 ago (EFE).- A cultura asiática invadiu a última edição do Festival Internacional de Edimburgo, que começou nesta sexta-feira na cidade escocesa rodeado pela polêmica participação da China.

Esta noite foi marcada por um concerto da soprano Lydia Teucher, que surtiu uma das entrevistas cênicas mais importantes do Ocidente que neste ano centra seu olhar no Oriente, com representações de Shakespeare em coreano, uma montagem de "As mil e uma noites" em árabe e a revisão da dança indiana tradicional.

Contudo, foi o convite a duas das maiores companhias do gigante asiático, o Balé Nacional da China e a Opera de Pequim, que enfureceu as organizações de direitos humanos, que lembraram da perseguição das autoridades desse país a seus dissidentes.

O problema, segundo a Anistia Internacional e Tibete Society - que denunciaram o tratamento que o artista chinês Ai Wei Wei está recebendo - é o fato de que Pequim participou do financiamento do festival ao pagar a viagem destas duas companhias.

A polêmica não evitou que por mais um ano, apesar da chuva e das inundações que afetam Escócia neste verão, as ruas de Edimburgo se transformassem em uma ferveção de criatividade e expectativa durante o que é considerado o maior festival do mundo.

Entre a programação do festival internacional que foi aberto nesta sexta-feira destaca-se a versão de seis horas de "As mil e uma noites", considerada a joia desta edição, que sob a direção do britânico Tim Supple conta com um elenco de vários países para interpretar a obra em árabe.

Outra atração muito aguardada em terras britânicas, será desfrutar as versões de três obras de William Shakespeare, "A Tempestade", "Rei Lear" e "Hamlet", da visão da companhia coreana Mokwha e as chinesas Contemporary Legend e a Opera de Pequim xangai, respectivamente.

O Fringe de Edimburgo, dedicado ao teatro alternativo e que começou no dia 5 de agosto, já aqueceu os motores e é o que está dando um tom mais irreverente e colorido à cidade com seus 2,5 mil espetáculos que vão desde uma maratona de dança à versão teatral não autorizada de Harry Potter e um musical sobre Hitler.

As ruas medievais de Edimburgo se enchem, durante todo o dia, de atores, comediantes, dançarinos e cantores que se apresentam para os moradores e visitantes a fim de promover e vender entradas para seus espetáculos noturnos.

Neste ano, o ator americano John Malkovich foi um deles e passou pela Royal Mile distribuindo panfletos de sua montagem como diretor em homenagem à Harold Pinter.

Este ano, muitos dos agudos e corrosivos comediantes deste festival tiveram que mudar seus hífenes a última hora para falar do que todo o mundo fala estes dias, a onda de violência andarilha que afetou à vizinha Inglaterra. O humor negro se atreve com tudo.

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