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Cinquenta pessoas tiram a roupa em intervenção artística em Wall Street

Reprodução/www.zefrey.com
O artista Zefrey Throwell encarna profissional nu, na rua, na performance "Ocularpation" Imagem: Reprodução/www.zefrey.com

01/08/2011 16h43

Nova York, 1 ago (EFE) - Cinquenta pessoas tiraram a roupa nesta segunda-feira em Wall Street, o coração do distrito financeiro de Nova York, como parte de uma intervenção artística liderada por Zefrey Throwell.

"Não se tratava de um espetáculo erótico", reforçou o artista à Agência Efe, "todos eles representavam papéis de profissionais da região, como banqueiros e advogados, e se despiram por alguns minutos".

"É uma forma de ressaltar o absurdo de como o distrito financeiro afeta o mundo", explicou o artífice da intervenção chamada de "Ocularpation: Wall Street".

No início da manhã, as 50 pessoas se reuniram na rua principal e mais simbólica do mundo financeiro de Nova York, e atuaram brevemente em seus papéis antes de tirarem toda a roupa.

Não se tratava de um espetáculo erótico. Todos eles representavam papéis de profissionais da região, como banqueiros e advogados, e se despiram por alguns minutos

Zefrey Throwell

"O povo reagiu com entusiasmo, todo o mundo estava fazendo seu trabalho, não era um striptease", assinalou o artista, que concebeu a intervenção "como um projeto educativo sobre o que passa no mundo financeiro" depois que sua mãe perdesse boa parte de suas economias após a crise financeira de 2008.

"Minha mãe era professora, sua aposentadoria coincidiu com o colapso de Wall Street em 2008 e perdeu grande parte de seu dinheiro. Estava chateada e triste porque a situação de Wall Street não mudou", explicou o artista.

No meio da manifestação, três participantes foram detidos, e apesar de já estarem em liberdade, terão que pagar uma multa por conduta desordenada.

Segundo o artista, a intervenção recebeu o nome "ocularpation", que vem de "occupation" ("ocupação" em inglês), somada e de "ocular", relativa à visão.

Throwell já realizou uma ação sob o mesmo nome em 2008, quando se sentou pelado em um escritório improvisado -- com escrivaninha, computador e até uma cafeteira -- no centro de San Francisco (Califórnia) e, segundo afirmou, planeja realizar "outros projetos similares" em outros lugares.

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