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Jornalista do "The Sun" é demitido por envolvimento com escutas ilegais

21/07/2011 18h37

Londres, 21 jul (EFE).- O chefe da seção de reportagens do jornal britânico "The Sun", Matt Nixson, foi despedido nesta quinta-feira por realizar supostas escutas ilegais quando trabalhava para o já extinto "News of the World", informou a News Corporation, proprietária de ambos jornais.

A comissão de padrões da News Corporation, grupo empresarial do magnata Rupert Murdoch, afirmou que as acusações contra Nixson se referiam a sua atividade prévia e não à atual.

O grupo e sua divisão britânica, News International, iniciaram uma investigação interna em seus jornais para localizar os responsáveis pelas escutas, após ter sido provado que jornalistas da empresa recorriam a essa prática para obter informações.

O escândalo dos grampos, objeto de inquérito policial e que afetou quatro mil pessoas no Reino Unido, obrigou Murdoch a fechar seu popular dominical "News of the World", que teve dez de seus repórteres detidos por implicação no caso.

Entre eles, foi presa e posteriormente liberada sob fiança a ex-diretora do "News of the World" e do "The Sun" Rebekah Brooks, que na terça-feira compareceu perante uma comissão parlamentar para declarar sobre até que ponto conhecia a existência dessa atividade ilegal.

Rebekah declarou que só soube do alcance das escutas no jornal, que dirigiu de 2000 a 2003, em dezembro do ano passado, quando várias vítimas apresentaram denúncias.

A ex-diretora reconheceu que quando dirigia o dominical usou detetives particulares para obter informações, mas insistiu que deteve essa prática quando em 2003 começou a dirigir o "The Sun", a versão diária do periódico sensacionalista.

Nessa mesma comissão depuseram também Rupert Murdoch, que negou qualquer responsabilidade no caso dos grampos, e seu filho James, que, como Rebekah, disse que só se inteirou da prática das escutas em dezembro.

Em 2006, após uma investigação que terminou com a prisão de dois empregados do "News of the World", a empresa informou que se tratava de casos isolados.

Nesta quinta-feira, o ex-diretor do dominical extinto, Colin Myler, e Tom Crone, assessor legal da News International, puseram em xeque a declaração de James Murdoch, que disse à comissão que nunca viu um e-mail que sugerisse que a prática dos grampos telefônicos era recorrente no jornal.

Os dois sustentam que o informaram da existência desse e-mail, algo que voltou a ser refutado nesta quinta-feira por James ao emitir um comunicado que reafirma sua declaração de terça-feira.

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