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Geraldine Chaplin prestigia festival em homenagem a seu pai em Berlim

14/07/2011 18h49

Elena Garuz.

Berlim, 14 jul (EFE).- A atriz Geraldine Chaplin qualificou de "momento histórico" a projeção de "O Grande Ditador" diante do Portão de Brandemburgo, em Berlim, na sexta-feira, durante um festival dedicado a seu pai, o mítico Charles Chaplin.

"É tão simbólico, é incrível pensar que esse filme vai ser projetado ali com, espero, muitíssima gente. Não sei o que quer dizer, mas estou muito contente de estar aqui para vê-lo", afirmou em declarações à Agência Efe.

Hospedada no Hotel Adlon, da mesma forma que seu pai em sua segunda visita a Berlim há 80 anos, Geraldine lembrou que já viu o filme em Berlim e a resposta do público foi impressionante.

Durante 24 dias, o público poderá ver os 80 filmes de Chaplin e desfrutar de dez projeções acompanhadas ao vivo pela Nova Orquestra de Câmara de Potsdam, dirigida por Timothy Brock, que desde 2000 se dedica a restaurar a pedido da família do cineasta todas as partituras de suas fitas.

Geraldine deve ficar até domingo na capital alemã para ver o máximo de filmes de seu pai. "Vai ser muito interessante, porque ele respondeu estupendamente aos tempos nos quais viveu: duas guerras mundiais, décadas de injustiça social, traição política. Parece que estou falando de hoje", opinou.

A filha de Chaplin recordou que o artista visitou Berlim pela primeira vez em 1921 praticamente anônimo, já que seus filmes ainda não haviam sido exibidos ali. Dez anos depois, retornou à capital alemã para promover "Luzes da Cidade" e dessa vez "Marlene Dietrich foi buscá-lo na estação e comeu na casa de (Albert) Einstein", declarou.

Com o pai, Geraldine disse ter mantido uma relação normal: "Era um bom pai e na época da rebeldia, com 15 anos, já não nos falávamos, era espantoso. Depois nos reconciliamos e a relação foi muito boa", acrescentou.

Sobre a atual situação da indústria do cinema, a atriz disse ter "se reconciliado com o cinema" após sua passagem por festivais como o de Moscou, onde presidiu o júri. "São filmes que têm uma linguagem diferente. Não te moralizam, te contam coisas (...) Que bom que existe uma juventude que faz cinema", comemorou.

Em relação à sua própria carreira, Geraldine afirmou que no ano passado participou de cinco filmes, entre eles "Memória de Minhas Putas Tristes", baseado no romance homônimo de Gabriel García Márquez.

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