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Paolo Pinocchio reúne todas as malvadezas em antologia

EFE
Imagem de antologia publicada pela Dibbuks do personagem Paolo Pinocchio, do argentino Lucas Varela (05/07/2011) Imagem: EFE

05/07/2011 09h58

Madri - Apesar de ser mentiroso, malvado e antissocial, poucos bonecos de madeira tiveram o sucesso de Paolo Pinocchio, personagem do argentino Lucas Varela cujas aventuras foram compiladas em uma antologia publicada pela Dibbuks.

"O pobre é assim por natureza, embora ache que só procura sobreviver como pode. É egoísta e só quer saber do benefício próprio, mas não acho que seja tão mau após tudo que passou", afirma Varela (Buenos Aires, 1971) em entrevista à Agência Efe.

Muitos diriam que Paolo é uma soma dos piores defeitos do ser humano, mas seu criador não se mostra tão severo. "É honesto e nada hipócrita. Os aspectos mais negativos da humanidade se encontram nas instituições e sistemas perversos que os homens criaram ao longo da história", assinala.

"Paolo luta contra a autoridade e a hipocrisia e está em uma busca constante de liberdade", acrescenta.

O autor lembra que precisava apresentar uma ilustração para uma nota sobre mentira "mas no lugar, mandei uma pequena história em quadrinhos onde aparecia Paolo em uma versão alternativa. Essa página teve muito sucesso e me dei conta que o personagem gritava para sair dali. Portanto o fui seguindo e construindo até o dia de hoje", lembra.

Para dar forma a sua criatura, o autor se baseou de forma muito tangencial no mítico personagem de Carlo Collodi, que já tinha sido adaptado à história em quadrinhos em diferentes ocasiões. "Conhecia a versão do Pinóquio de Bill Willingham na série 'Fábulas' e também a de Winshluss. Inclusive há um 'Pinocchio Vampire Slayer' que não li, mas me divirto com o título", detalha Varela.

"Gosto de definir o Pinocchio como uma espécie de folha em branco; me dá absoluta liberdade criativa, tanto que dá vertigem. Eu gostaria de poder desenvolver um mundo mais coerente para Paolo, mas minhas limitações como roteirista me impedem", adverte Varela.

Colaborador de jornais e revistas como "Clarín", "La Nación", "TXT" e "Rolling Stone", Varela trabalhou frequentemente com o famoso roteirista Carlos Trillo, falecido em Londres em 7 de maio. "É a perda de um mestre e um amigo. Me divertia muito trabalhando a seu lado e aprendi muito", reconhece.

Por outro lado, o autor explica que viajará nas próximas semanas a Angulema (França), onde desfrutará de uma residência na Maison dês Auteurs. "Vou começar um projeto com o roteirista Diego Agrimbau. São casos de diagnósticos psicológicos e problemas neurológicos que nos permitirão experimentar com a narração da história em quadrinhos", anuncia.

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