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Itália escolhe irmã de Napoleão como mulher mais bela da arte

Tony Gentile/Reuters
Estátua "Paolina Bonaparte as Venere Vincitrice" em mostra de Antonio Canova em Roma (17/10/2007) Imagem: Tony Gentile/Reuters

05/07/2011 10h36

Roma, 5 jul (EFE) - Uma mulher do início do século 19 apoiada sobre uma cama seminua, com o cabelo preso, o olhar perdido e uma maçã na mão, é a vencedora de um concurso de beleza eterna realizado na Itália, no qual participaram 120 obras de arte italianas, criadas antes do século 20.

A Nova Miss da Arte, como a batizaram os responsáveis da Fundação Marilena Ferrari e organizadores do estudo "Os italianos e a beleza", é Paolina Bonaparte Borghese, irmã favorita de Napoleão que casou com o príncipe Camillo Borghese.

Bela e inconformada, posou desnuda com 25 anos perante o escultor Antonio Canova, que a imortalizou em mármore como uma Vênus de traços e proporções perfeitos, o que garantiu 67% dos votos dos italianos (foto acima).

Após Paolina Bonaparte, cuja escultura de mármore é a peça principal da Galeria Borghese de Roma, a segunda colocada, de acordo com o relatório, a "Vênus Calipigia" do Museu Arqueológico de Nápoles, enquanto a enigmática "Mona Lisa" de Leonardo da Vinci ficou em 62º do ranking, com 8,2% dos votos.

Na categoria de Miss da Beleza Eterna, na qual se avaliava "a universalidade e a permanência da beleza apesar da passagem do tempo", a "Mona Lisa" conseguiu o primeiro lugar.

O estudo "Os italianos e a beleza", que contou com a participação de 1.032 homens e mulheres de nacionalidade italiana entre 25 e 64 anos, também destacou com o prêmio Miss da Arte Italiana no Estrangeiro à pintura "Retrato feminino" de Sandro Boticelli, que atualmente se encontra no Museu Staatliche de Berlim.

O concurso de beleza está emoldurado no lançamento nesta terça-feira do portal www.atlantedellarteitaliana.it, uma página multimídia dedicada integralmente à arte italiana, e pretende familiarizar os cidadãos da Itália com a arte e a história que se esconde após ele.

"O objetivo desta iniciativa é aproximar as pessoas da rua a arte, sobre todo o italiano, para permitir que este saia do contexto poeirento dos museus e transformá-lo em um bem acessível e compreensível para todos" explicou Maranello Ferrari, em declarações publicadas nesta terça-feira pelo jornal italiano "La Repubblica".

O site pretende ser uma alternativa a outros lugares artísticos como Googleartproject, conta com 14 mil obras italianas digitalizadas (1,8 mil autores), e pretende ampliar sua coleção fotográfica nos próximos meses, quando espera superar as 25 mil imagens e os 2,5 mil autores presentes.

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