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Gustavo Lins estreia nova coleção e mergulha no universo da arte

05/07/2011 15h58

Lola Loscos.

Paris, 5 jul (EFE).- O estilista brasileiro Gustavo Lins apresentou nesta terça-feira uma coleção de alta costura muito particular, oportunidade que também mostrou seu talento como artista plástico nos quadros que serviam de cenário de fundo do desfile de suas criações para a próxima temporada de inverno.

O desfile foi realizado em uma galeria de arte da rua Montpensier, junto aos jardins de Palais Royal e a Comedie Française, onde as peças mais aplaudidas foram as feitas à mão com retalhos de couro, telas e outros materiais.

Em declarações à Agência Efe, o criador explicou em um quase perfeito espanhol como tinha feito seus desenhos "com restos, com tudo que sobrava do passado" em seu ateliê.

Muito influenciado pela cultura japonesa e pelo estilo brasileiro, o artista nunca desdenhou a recuperação de belos tecidos, por menores que fossem suas dimensões, pois com eles é capaz de construir vestidos maravilhosos e únicos, de corte impecável e de grande beleza e sobriedade.

Para a próxima coleção de inverno, assim como os quadros que acompanharam, foram produto de um grande trabalho de reciclagem no qual utilizou "tudo o que sobrava" em seu local de trabalho até construir 11 modelos em georgette de seda, jersey de seda, couro e pele de raposa.

O estilista, que cortou saias, vestidos, blazer e casacos diretamente sobre a matéria-prima, sem esboços prévios nem padrão, calculou, por outro lado, cada milímetro das estampas de vestidos verdes e azuis de seda que pintou à mão.

O preto, cor dominante da sua coleção de inverno, invadiu a passarela até chegar a trajes de noite, de festa, verdes e azuis, sempre assimétricos.

Telas, parafusos e outros materiais que dificilmente poderiam servir para criar alta costura, foram usados por Lins para compor quadros, tingidos de maneira irregular em vermelho e azul com alguns de seus desenhos, sinais, cálculos e padrões.

Tais elementos criavam o perfeito reflexo do outro lado do espelho, aqui de um ateliê de moda de Paris no início do século XXI, em plena crise global, junto com a expressão vital de um estilista extremamente sensível.

"Vivi uma crise tremenda, que me ensinou muitas coisas e me deu muita força para desenhar e criar novas coisas. Da dificuldade pude criar uma coisa forte", ressaltou a respeito o artista.

De outro lado, no Convento de Cordeliers, junto à Escola de Medicina de Paris, o estilista libanês Rabih Kayrouz mostrou uma sofisticada coleção de beges, tons de cinza e brancos, com verde musgo e azul.

Outros estilistas e marcas desta segunda jornada de coleções de luxo foram Armani Privé, Stéphane Rolland, Alexandre Vauthier e Givenchy.

A noite contará com as criações de Julien Fournié, um membro convidado da Câmara Sindical da Alta Costura e, sobretudo, a partir das 22h do horário local, da Chanel, marca que o estilista Karl Lagerfeld assinará novamente uma das coleções mais aguardadas da semana.

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