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Andy McCluskey: "Vamos tentar criar outra vez o som do futuro"

13/06/2011 16h00

Redação Central, 13 jun (EFE).- Passaram mais de 30 anos desde que lançou seu primeiro álbum, mas Andy McCluskey, co-fundador de Orchestral Manoeuvres in the Dark (abreviado para OMD), declarou à Agência Efe que o grupo atravessa uma fase "muito emocionante" em sua carreira e acrescentou que vai "tentar criar novamente o som do futuro".

Outra vez, porque os integrantes do OMD, que vão fazer uma apresentação nesta terça-feira em Madri e na quarta em Barcelona, já fizeram isso em 1980 com os discos "Orchestral Manoeuvres in the Dark" e "Organisation", que influenciaram o estilo de muitas bandas atuais.

"Eles amam a música eletrônica, 30 anos depois e o gênero voltou a ficar na moda", disse em entrevista à Efe em referência a grupos como Hot Chip, MGMT e Cut Copy, que se destacaram nos últimos anos com um eletro pop com reminiscências dos anos 1980.

Situação diferente de quando eles começaram a carreira, quando o rock progressivo dos anos 1970 movimentou massas. "Todos os meus amigos escutavam Gêneses e Pink Floid", disse.

Porém, um dia em 1975 McCluskey escutou no rádio Autobahn, do Kraftwert, "é diferente, gostei, o ritmo é muito interessante!" lembrou. Ficou tão impressionado com o som da banda alemã que nesse mesmo ano foi a um show que deram no Liverpool Empire Theatre.

"Lembro perfeitamente, foi no dia 11 de setembro e me sentei na cadeira Q36", relatou emocionado. "Quando os vi com baterias eletrônicas e sintetizadores pensei 'quero fazer isso'. Aquele foi o primeiro dia do resto da minha vida", afirmou.

Com um de seus amigos da infância, Paul Humphreys, empreenderam vários projetos até que em 1978 criaram o Orchestral Manouvres in the Dark. "Só nos contrataram para um show, mas fez tanto sucesso que logo nos chamaram para apresentar outros", lembrou.

"Electricity", "Enola Gay", "Souvenir", foi um sucesso após o outro sem que a fórmula desse sinais de desgaste e, nem sequer a separação da dupla em 1989, impediu que dois anos mais tarde Andy McCluskey publicasse "Sugar Tax".

Mas foi a nova onda de grupos britânicos que iniciou a decadência de OMD: "Todas as gerações rejeitam à anterior - apontou -. Nos anos 1990 o monstro da música rock voltou em forma de britpop, que se opunha à música eletrônica".

Por isso, em 1996, cansado do desinteresse do público pela música eletrônica, McCluskey se retirou: "Estávamos sós, a moda tinha mudado, as bandas de sintetizadores já não se sustentavam", comentou.

Entretanto, a rejeição generalizada que tanto prejuízo lhe causou nos anos 1990, os chamou de volta em meados da década passada, quando as novas bandas como Oasis, Blur e The Smiths começaram a adotar o ritmo eletrônico.

"Novos artistas nos mencionavam como influência, novos fãs, portanto em 2007 nós retomamos, fizemos 40 shows na Europa", ano em que Paul Humphreys retornou. "Acho que nós dois voltamos a curtir juntos", assinalou.

Em 2010, lançaram um novo disco "History of Modern" no qual, como curiosidade, inclui "Sister Marie Says", uma música que descartaram quando eram jovens "porque se parecia demais com 'Enola Gay'".

Sem sofrer pressão de gravadoras e com a mesma liberdade que sentia quando era um adolescente, McCluskey concluiu: "Se continuarmos tendo boas ideias pode ser que agüentemos por muito tempo".

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