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Exposição em Barcelona mostra diferentes culturas da região andina

08/06/2011 19h20

Barcelona, 8 jun (EFE).- O Museu Barbier-Mueller de Arte Pré-Colombiana de Barcelona propõe a partir desta quarta-feira na exposição Camino del Inca uma viagem pelas culturas mais significativas da região andina por meio de um de seus principais eixos articuladores, o Qapac Ñan, uma das criações mais surpreendentes do império inca.

O Camino del Inca constituía uma rede de trilhas que cobria uma extensa região, desde o sul da Colômbia até o noroeste da Argentina e o centro do Chile, passando por Equador, Peru e Bolívia.

A diretora do museu, Anna Casas, afirmou nesta quarta-feira durante a apresentação da mostra que a escolha do Camino del Inca como fio condutor da exposição não é casual, pois o Qapaq Ñan foi apoiado pelo Comitê Científico da Unesco para avaliar sua candidatura como Patrimônio da Humanidade.

A candidatura tem o valor de reunir o esforço dos seis países andinos para resgatar este caminho que os uniu durante tantos séculos e, nesse contexto, o Museu Barbier-Mueller quer prestar homenagem a essas nações com uma exposição de peças que aproximam o visitante de costumes, crenças, artes e estilos de seus antepassados.

O Qapaq Ñan foi construído a partir de caminhos já existentes que os incas ampliaram, pavimentaram e preencheram com abrigos e centros administrativos.

A exposição, que estará aberta ao público até setembro de 2012, reúne uma centena de peças, das quais 26 provêm das coleções do Barbier-Muller de Genebra.

Entre os objetos se destacam uma vasilha, um prato e brincos de ouro da cultura Chavín do Peru, uma jarra da cultura La Aguada da Argentina e um poncho da cultura Paracas do Peru.

Também chamam a atenção um molde de cerâmica da cultura Chorrera do Equador, uma faca cerimonial de cobre da cultura Chimú do Peru e uma tábua da cultura San Pedro do Chile na qual se colocava o pó de substâncias vegetais alucinógenas.

A mostra ressalta dois momentos da história pré-colombiana dos Andes: no térreo podem ser contemplados alguns dos objetos mais representativos da cultura inca, que, segundo Casas, "testemunham a grandeza alcançada por esta civilização".

No primeiro andar do museu catalão é evocado o passado dos Andes através das culturas pré-incas que se estabeleceram ao longo da região andina, como Valdivia, Chorrera, Chimú, Mochica, Cupisnique, Chavín, Chancay, Huari, Tiwanaku, Paracas e Nasca.

A historiadora da Universidade de Barcelona Meritxell Tous destacou que "algumas das peças poderiam passar perfeitamente por obras de arte contemporânea", como umas figuras da cultura Valdivia do Equador (3200-1800 a.C.) ou cabeças de maça da cultura Chavín (900-400 a.C), que "surpreendem, já que seus artesãos não tinham ferramentas de metal".

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