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Diretor teatral Thomas Ostermeier recebe Leão de Ouro por conjunto da obra

Sean Gallup/Getty Images para Folha de S.Paulo
O diretor de teatro alemão Thomas Ostermeier posa em frente ao teatro Schaubuehne, em Berlim Imagem: Sean Gallup/Getty Images para Folha de S.Paulo

08/06/2011 15h19

Roma, 8 jun (EFE).- O diretor teatral alemão Thomas Ostermeier foi agraciado com o Leão de Ouro da Bienal de Teatro de Veneza pelo conjunto de sua obra, informou nesta quarta-feira a organização do evento.

A entrega do prêmio acontecerá no dia 10 de outubro na cidade dos canais, durante a abertura da 41ª edição do Festival Internacional de Teatro, organizada pelo espanhol Àlex Rigola, diretor do Teatro Lliure de Barcelona.

A produção do festival premiou a "busca constante por novas formas de comunicação que a arte efêmera do teatro requer continuamente", desenvolvida por Ostermeier. O alemão é "um ponto de referência internacional na revisão de textos clássicos e na colocação em cena da nova dramaturgia contemporânea", declararam os organizadores.

"Como diretor, conhecedor e respeitador da importância do artista, soube criar junto com seus atores um grande trabalho interpretativo, cuja característica principal é a capacidade de combinar verdade cênica e artifício", acrescentam.

Thomas Ostermeier participou pela primeira vez da Bienal de Teatro de Veneza com a obra "Shopping and Fucking", de Mark Ravenhill, e este ano abrirá a 41ª edição com uma versão de "Hamlet".

Além disso, participará de uma oficina para atores sobre os sete pecados capitais, junto com outros seis professores da cena contemporânea, informou a organização.

A Bienal concedeu também nesta quarta-feira o Leão de Prata, que reconhece as novas realidades teatrais, ao diretor suíço Stefan Kaegi.

"O trabalho como diretor e dramaturgo de Kaegi esteve acompanhado sempre pela busca e reflexão sobre os problemas reais do mundo e em particular, sobre os problemas ligados à globalização", segundo a organização.

Autor de peças como "Mnemopark" e "Radio Muezzin", "Kaegi é um dos mais destacados de uma nova geração de artistas que procura no teatro uma via para falar de temas políticos e sociais".

A organização da Bienal destaca as "ações teatrais de forte impacto, destinadas a surpreender e a fazer refletir, mudando as regras tradicionais de fazer teatro".

Na 41ª edição da Bienal de Teatro, o suiço apresentará seu último trabalho "Bodenprobe Kasakhstan" e dirigirá a oficina de teatro e novas tecnologias "Vídeo Walking Venice".

Ambos reconhecimentos foram propostos pelo diretor do Festival, o espanhol Àlex Rigola, e referendados pelo conselho de administração da Bienal de Veneza, presidido por Paolo Baratta, informou a organização.

Anteriormente haviam sido premiados com o Leão de Ouro pelo conjunto da obra dedicada ao teatro Ferruccio Soleri, Ariane Mnouchkine, Roger Assaf e Irene Papas.

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