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Ex-militares da República Democrática Alemã defendem Muro de Berlim em livro

20/05/2011 14h52

Berlim, 20 mai (EFE).- O ex-ministro da Defesa da extinta República Democrática Alemã (DDR, na sigla em alemão) Heinz Kessler e seu braço direito, Fritz Streletz, apresentaram nesta sexta-feira um livro que defende o Muro de Berlim, 50 anos após sua construção e em meio a diversos protestos.

Kessler, de 91 anos, e Streletz, de 85, ambos condenados após a reunificação da Alemanha como os responsáveis pelas mortes de fugitivos na fronteira entre a Alemanha Ocidental e a Oriental defenderam a tese de seu livro "Ohne die Mauer hätte es Krieg gegeben" (Sem o Muro teria havido uma guerra, na tradução livre) de um centro cívico do antigo setor leste de Berlim.

Sem a construção do muro em 13 de agosto de 1961, teria ocorrido uma escalada da tensão entre o bloco ocidental e o comunista, o que teria gerado um conflito armado, afirmou Kessler, entre aplausos de alguns presentes e vaias de outros.

A decisão de construir o muro se deveu, além disso, a razões econômicas, já que desde a divisão da Alemanha entre as forças aliadas, ao término da Segunda Guerra Mundial, até 1961 2,9 milhões de cidadãos do lado orientais passaram para a parte ocidental, disse Streletz.

"Foi um fluxo muito valioso de nosso capital humano à Alemanha ocidental", acrescentou.

O Muro de Berlim foi derrubado em 9 de novembro de 1989.

O livro foi apresentado nesta sexta-feira pelos dois autores várias semanas após seu lançamento no final de abril.

O ato foi marcado por vaias e perguntas em tom crítico, enquanto do lado de fora do recinto várias pessoas protestavam contra a publicação do livro.

Segundo a editora Eulenspiegel, a primeira edição, composta de 3 mil exemplares, já está esgotada e se espera que a próxima saia à venda na semana que vem.

A apresentação oficial ocorreu nesta sexta-feira por coincidir com o dia em que os dois ex-militares foram detidos há 20 anos.

Kessler foi nomeado ministro da Defesa da DDR em 1985. Depois se tornou membro do Politbüro e ocupou ambos os cargos até dezembro de 1989, pouco depois da queda do muro. Foi condenado a sete anos e meio de prisão.

Streletz foi seu secretário de Estado e foi condenado a cinco anos.

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