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Comércio de obras de arte se fortalece como "bem de investimento" após crise

13/05/2011 19h51

São Paulo, 13 mai (EFE) - O comércio de obras de arte se fortaleceu como um "bem de investimento" depois da crise mundial de 2008 e as galerias mostram agora sua recuperação em uma feira organizada na Bienal de Ibirapuera, em São Paulo.

"O setor artístico foi muito afetado pela crise e a recessão fez com que esse consumismo parasse em 2008. Mas o que vemos hoje em dia é que o mercado de arte voltou a arrancar muito rapidamente", assinalou nesta sexta-feira à Agência Efe o galerista colombiano Luis Fernando Pradilla, que acrescentou que, "depois da crise, a arte se transformou em um bem de investimento".

Segundo o proprietário das galerias El Museu, de Bogotá, e Fernando Pradilla, de Madri, "as pessoas estão mais interessadas em bens que possam tocar, desfrutar, como as obras de arte".

"As crises são muito positivas para iluminar os artistas. Uma recessão gera uma reflexão e dá aos artistas o desafio de criar e expor essa realidade em obras", ressaltou o galerista.

Pradilla é um dos 89 expositores da 7ª Feira Internacional SP Arte, que reúne desde quinta-feira passada e até domingo, galerias do Brasil, Argentina, Colômbia, México, Uruguai, Espanha, Portugal, Estados Unidos e Inglaterra.

A feira, que este ano registrou um recorde de expositores, prevê a visita de 16 mil pessoas.

Durante os quatro dias da feira, uma variada mostra de 2,5 mil pinturas, fotografias, vídeos, esculturas e diversas criações de artes plásticas, muitas em grande escala, preenchem o espaço cultural da Bienal, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

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