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Cartunista argentino Liniers destaca importância de "Macanudo" para sua vida

O cartunista argentino Liniers (16/04/2011) - JuanJo Martin / EFE
O cartunista argentino Liniers (16/04/2011) Imagem: JuanJo Martin / EFE

16/04/2011 14h48

Madri, 16 abr (EFE) - Desterrados do universo mainstream, poucos cartunistas conseguem fazer fama internacional com seus quadrinhos, e nesse restrito clube está Ricardo Liniers Siri, ícone do universo cômico e autor de "Macanudo", a tira publicada diariamente no jornal argentino "La Nación".

"Não queria fazer a tira clássica tipo 'Mafalda', mas sim algo clássico. Também não buscava a típica tira humorística, mas queria algo com humor. Pode-se dizer que é uma mistura de todas as coisas de que gosto na história em quadrinhos", explica Liniers, em entrevista à Agência Efe.

Após os cinco primeiros volumes, a editora Mondadori acaba de lançar na Espanha o sexto tomo de "Macanudo". "Tenho um carinho especial com este livro. Para a primeira edição na Argentina, pedi 5 mil exemplares com a capa em branco, e depois desenhei todas elas à mão", revela o cartunista.

"Por outro lado, uma grande parte do livro eu desenhei vivendo em Montreal, aonde fui com uma bolsa de estudos para passar alguns meses. Foram dias muito lindos, também porque minha filha acabava de nascer. Os desenhos funcionam como um diário pessoal, vejo pedacinhos da minha vida em cada um deles", destaca.

Enriqueta, Olga, Fellini e El Misterioso Hombre De Negro são alguns dos personagens protagonistas de "Macanudo", que em 2012 celebrará seu décimo aniversário. "É um número que me impressiona, porque é o tempo que duraram 'Mafalda' e 'Calvin & Hobbes', duas tiras que considero muito", aponta o ilustrador.

As primeiras histórias de Liniers foram publicadas em junho de 2002, quando a Argentina vivia a chamada crise do "corralito", uma das grandes catástrofes econômicas na história do país. (Julio Soria)

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