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Futuro da indústria fonográfica está no setor digital, diz especialista

11/04/2011 20h30

Emilio J. López.

Miami, 11 abr (EFE).- A crise global que atinge a indústria fonográfica, com quedas de vendas alarmantes no mundo todo, se deve a uma radical "mudança de tecnologia e distribuição", e sua salvação está no setor digital, afirmou nesta segunda-feira Leila Cobo, diretora da revista "Billboard".

Perante a crise de características muito complexas, o desafio para as companhias de discos está tanto em "encontrar o caminho que conecte com o consumidor" como em saber "reajustar o modelo de vendas", considerou a colombiana em entrevista à Agência Efe.

A diretora de Conteúdo Latino e Programação da revista "Billboard" se mostrou esperançosa sobre o futuro da indústria fonográfica, mas insistiu que esta deve assumir a importância da indústria digital", com venda de música através de servidores como iTunes e similares.

"O digital vai continuar crescendo, embora este crescimento seja um pouco mais lento na indústria latina", assegurou Leila, que participará de vários debates da Conferência Billboard da Música Latina, que será realizada entre os dias 26 e 28 de abril em Miami Beach (EUA).

Trata-se do maior encontro da indústria da música latina nos EUA e o evento mais prestigioso do mundo do mercado, com diversos painéis de debate e a presença de importantes diretores e analistas do setor, assim como empresários das principais marcas comerciais.

Leila lamentou a extinção progressiva das lojas de discos, mas reconheceu que o avanço do setor digital não pode ser freado.

Assim, nos Estados Unidos a "salvação vem do mercado digital, porque aqui quase todo o mundo tem computador e acesso a internet" expressou Leila que comentou que a indústria da música latina se beneficia deste fenômeno nos EUA, embora as vendas no mercado digital "não cresçam tão rápido como gostaria", apontou a organizadora da Conferência.

Quanto às causas da grave crise de vendas que atinge a indústria, Leila explicou que os downloads ilegais e a "venda de cds piratas nas ruas", é um fenômeno que "se agrava no mundo latino".

De fato, a pirataria musical em 2009, principalmente digital, foi responsável por 71% do total de vendas de discos na região, que experimentou uma queda de 24% nas vendas legais entre 2007 e 2009, segundo dados da Federação Internacional de Produtores Fonográficos (IFPI).

O impacto no México, que registrou em 2009 82% de vendas piratas, preocupa o órgão, porque é um país "fundamental como origem de artistas e de repertório musical".

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