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Jornalista uruguaio diz que funcionários do Wikileaks são "bons e paranoicos"

06/04/2011 21h58

Montevidéu, 6 abr (EFE).- O contato no Uruguai do fundador do Wikileaks, o diretor responsável pelo jornal "El País", Martín Aguirre, afirmou nesta quarta-feira que as pessoas que trabalham na misteriosa organização "são muito boas no que fazem e muito paranoicas".

Aguirre descreveu em uma conferência sobre a publicação dos documentos do Departamento de Estado dos EUA relativos ao Uruguai como foi seu encontro com Julián Assange e sua organização em Londres para receber os documentos, que foram publicados por seu jornal em março.

"O Wikileaks não tem nada a ver com jornalismo. São técnicos informáticos, muito bons no que fazem e que se parecem mais com os clássicos nerds", apontou o jornalista em relação às pessoas da organização com as quais manteve contato.

Aguirre explicou que seu encontro com o Wikileaks começou quando "El País" recebeu um e-mail desconhecido de uma pessoa perguntando se estavam interessados em receber documentos sobre o Uruguai.

Com dúvidas, e após entrar em contato com outros jornais da região, como "El Comercio", de Lima, que tinham recebido e-mails parecidos, "El País" enviou Aguirre a Londres para receber a informação.

"Em 20 minutos de reunião não é possível fazer uma ideia real, mas a sensação que dá é que as pessoas do Wikileaks parecem muito ingênuas e muito eficientes, enquanto Assange está longe de ser um louco e está bem assessorado", assinalou o jornalista.

Segundo Aguirre, o que parece claro é que nem Assange nem o Wikileaks fazem isto por dinheiro, que poderiam ganhar "de qualquer outra maneira", mas que existe "um tipo de narcisismo" em todas as suas ações.

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