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Paul Allen, cofundador da Microsoft, acusa Gates de traição em autobiografia

30/03/2011 17h13

Los Angeles (EUA), 30 mar (EFE).- O cofundador da Microsoft, Paul Allen, acusou Bill Gates de traição em sua autobiografia, segundo uma análise da obra publicada nesta quarta-feira pelo "Wall Street Journal".

O conteúdo e o tom do livro, intitulado "Idea Man: A Memoir by the Co-founder of Microsoft", causou certa surpresa na empresa onde se acreditava que Allen e Gates mantinham uma relação de amizade que começou quando eram crianças.

Allen reivindicou o reconhecimento público por seu trabalho na Microsoft e garantiu que ele e não Gates que tem o mérito de muitos dos grandes projetos que transformaram a companhia na gigante informática da atualidade.

Tal afirmação foi questionada por alguns funcionários que viveram o início da Microsoft, como Carl Stork, técnico assistente de Bill Gates durante as duas últimas décadas do século passado.

"Todos nós consideramos Paul um amigo e avaliamos sua contribuição, mas não há dúvida que Bill teve um impacto muito maior no crescimento e no sucesso da Microsoft que ele", afirmou Stork.

Outras testemunhas indicaram que Allen atribuiu para si no livro papéis importantes em reuniões que, aparentemente, não teria participado, mas afirmam que teve um papel fundamental na criação da Microsoft.

Allen deixou de ocupar postos executivos na Microsoft em 1983 se tornando uma das pessoas mais ricas do mundo. Meses depois recebeu a notícia que tinha câncer, apesar de ter manifestado que sua saída foi motivada por seu desencanto com o comportamento de Gates, a quem retrata como autoritário.

Embora Allen e Gates tenham cofundado a Microsoft, o primeiro aceitou conceder ao segundo uma maior porcentagem pela tarefa, dessa forma repartiram as ações inicialmente em 60% para Gates e 40% para Allen, que mais tarde se conformou com 36% dos títulos, enquanto Gates ficava com 64%.

Allen aceitou as mudanças mas quando pediu a Gates que lhe desse mais ações por ter criado o bem-sucedido produto nos anos 1980 chamado SoftCard, Gates se negou.

"Nesse momento, algo morreu para mim. Achava que nossa associação se baseava em justiça, mas então vi que os interesses de Bill invalidaram todas minhas considerações", indicou Allen.

O lançamento da autobiografia de Paul Allen está previsto para o dia 17 de abril nos Estados Unidos.

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